Como reduzir a inadimplência na sua empresa?
Por Dr. Denis Siqueira
Receber o pagamento pelos produtos e serviços que você fornece é tão importante quanto manter o volume de vendas e faturamento da sua empresa. Mas, nenhuma empresa consegue eliminar 100% da inadimplência. Isso porque o risco de inadimplência é comum nas vendas a prazo. Se você vende a prazo é normal que você tenha clientes inadimplentes. O que você precisa fazer é entender esse risco de inadimplência e aprender a trabalhar com a gestão do risco de crédito e com a cobrança das dívidas para reduzir e controlar a inadimplência. Faz sentido pra você? Então fica comigo porque neste artigo vamos falar sobre como reduzir a inadimplência na sua empresa.
Fazer a análise de crédito
A primeira atitude que você precisa tomar é fazer a análise de crédito dos seus clientes. Se você vai vender a prazo, seja no boleto, no cheque ou no carnê, você precisa analisar a capacidade de pagamento dos seus clientes. Para fazer isso, você precisa usar um serviço de consultas cadastrais. Pode ser o SPC, pode ser a Serasa, Cheque Express e muitas outras opções que existem no mercado. Além disso, crie critérios para concessão de crédito. Por exemplo, sempre que for iniciar o relacionamento comercial com o cliente, e tiver mesmo que vender a prazo para esse cliente novo, então comece com valores pequenos e depois aumente o crédito conforme esse cliente mostrar um bom comportamento nos pagamentos.
Crie um procedimento de cobrança
E o que fazer com os clientes que já estão em atraso?
Para tratar dos clientes que já estão em atraso, você precisa organizar um procedimento de cobrança para poder trabalhar a cobrança desses clientes.
O primeiro passo é ter um relatório de títulos não pagos.
Você tem que ter um relatório diário de títulos em atraso.
Você deve ter um relatório por ordem de vencimento, para você tomar as medidas de cobrança conforme a idade da dívida.
Quanto mais velha for a dívida, mais duras devem ser as medidas de cobrança que você vai tomar.
Mas, o que vai fazer toda diferença para combater a inadimplência é você registrar o histórico das cobranças.
Quando você começa a registrar o histórico das cobranças, você começa a entender a importância de ligar para o devedor assim que o título vence, você começa a entender a importância de bloquear o crédito do cliente quando ele está em atraso, você começa a perceber a importância de negativar o devedor que não responde as suas abordagens de cobrança.
O histórico de cobrança é importante porque ele vai mostrar que quando você toma estas medidas, você consegue receber mais rápido.
E o histórico também vai te mostrar que quando você não toma as medidas de cobrança, o cliente não te paga.
Vender a prazo ajuda muito nas metas de vendas, mas, para vender a prazo você precisa ter um processo de análise de crédito e de cobrança de dívidasna sua empresa.
http://www.creditoecobranca.com/artigos/como-reduzir-a-inadimplencia-na-sua-empresa
quinta-feira, 28 de setembro de 2017
quarta-feira, 27 de setembro de 2017
O que é inadimplência e como ela afeta sua vida?
Conheça também o perfil do consumidor inadimplente no Brasil.
O Brasil tem 61 milhões de consumidores inadimplentes, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. Esse é um recorde histórico e mostra que o desemprego e a recessão ainda estão afetando o orçamento das famílias.
Mas o que significa inadimplência e como ela afeta o dia a dia das pessoas? A inadimplência é o não pagamento de uma conta ou dívida. Assim, o consumidor inadimplente é aquele que está com uma dívida em aberto.
Ficar inadimplente e ter o nome na Serasa, além de restringir diretamente o acesso ao crédito e desorganizar a vida financeira das famílias, também afeta o score de crédito do consumidor.
“Vale lembrar que cada caso é um caso. A elevação ou decréscimo do score após entrada ou saída da lista de inadimplentes dependerá de uma série de fatores. Entre eles estão o valor da dívida, quantidade de parcelas em atraso e quanto tempo aquele CPF permaneceu na lista de inadimplência”, explica Carolina Aragão, diretora do SerasaConsumidor.
Perfil do consumidor inadimplente
Um estudo da área de análises de informações da Serasa Experian mostra o mais atualizado perfil do inadimplente brasileiro.
Como evitar cair na inadimplência
https://ensina.serasaconsumidor.com.br/seu-nome-limpo/o-que-e-inadimplencia/
Conheça também o perfil do consumidor inadimplente no Brasil.
O Brasil tem 61 milhões de consumidores inadimplentes, segundo o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor. Esse é um recorde histórico e mostra que o desemprego e a recessão ainda estão afetando o orçamento das famílias.
Mas o que significa inadimplência e como ela afeta o dia a dia das pessoas? A inadimplência é o não pagamento de uma conta ou dívida. Assim, o consumidor inadimplente é aquele que está com uma dívida em aberto.
Ficar inadimplente e ter o nome na Serasa, além de restringir diretamente o acesso ao crédito e desorganizar a vida financeira das famílias, também afeta o score de crédito do consumidor.
“Vale lembrar que cada caso é um caso. A elevação ou decréscimo do score após entrada ou saída da lista de inadimplentes dependerá de uma série de fatores. Entre eles estão o valor da dívida, quantidade de parcelas em atraso e quanto tempo aquele CPF permaneceu na lista de inadimplência”, explica Carolina Aragão, diretora do SerasaConsumidor.
Perfil do consumidor inadimplente
Um estudo da área de análises de informações da Serasa Experian mostra o mais atualizado perfil do inadimplente brasileiro.
- Os homens são maioria, com 50,9% dos inadimplentes;
- As pessoas que ganham de 1 a 2 salários mínimos é a mais atingida (39,1%), seguida dos que ganham até 1 salário mínimo (38,8%);
- A maioria dos inadimplentes possui apenas uma dívida (37,3%). Mas 30,7% dos consumidores negativados possuem quatro dívidas ou mais;
- 19,4% dos inadimplentes têm idade entre 41 e 50 anos. Em segundo no ranking estão os jovens de 18 a 25 anos (14,9% do total).
Como evitar cair na inadimplência
- Reúna a família e faça um levantamento de todos os gastos, inclusive com itens pequenos, como o cafezinho na padaria;
- A família deve sempre decidir em conjunto quais gastos cortar, quanto guardar e onde aplicar o dinheiro poupado;
- Abandone o consumismo. Tenha no máximo um cartão de crédito e só o leve na bolsa quando tiver planejado uma compra realmente necessária;
- Pesquise preços antes de comprar qualquer produto e corte os gastos desnecessários.
https://ensina.serasaconsumidor.com.br/seu-nome-limpo/o-que-e-inadimplencia/
quinta-feira, 21 de setembro de 2017
Calote nos bancos públicos cresce R$ 10 bi em um ano.
Essa situação é a oposta a registrada pelos bancos privados, que entre julho do ano passado e julho deste ano, viram a inadimplência cair R$ 6,1 bilhões.
Por Estadão Conteúdo

CAIXA: funcionários do banco seguem regime celetista (Celso Toledo/Divulgação)
Brasília – Em um ano, os bancos públicos viram seus índices de inadimplência – atrasos superiores a 90 dias nos pagamentos de financiamentos – saltar de 2,8% para 3,5%.
Isso significa que, nesse período, os calotes nesses bancos – nos quais se incluem o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES – cresceram em R$ 10,4 bilhões.
O movimento é oposto ao registrado pelos bancos privados. Entre julho do ano passado e julho deste ano, essas instituições viram a inadimplência em sua carteira de crédito registrar uma queda de R$ 6,1 bilhões.
Com isso, o índice de calotes nos bancos privados nacionais caiu de 5,1% para 4,6% – historicamente, essas instituições sempre tiveram inadimplência maior. Entre os bancos privados estrangeiros, esse indicador passou de 3,4% para 3,1% no mesmo período.
Para especialistas, a piora na situação dos bancos públicos tem como causa principalmente a exposição a grandes empresas e setores que sucumbiram à crise ou ao envolvimento na Operação Lava Jato.
Um dos casos mais simbólicos é o de um antigo “campeão nacional”: a operadora de telefonia Oi. A empresa de telecomunicações, criada com a fusão da Telemar e da Brasil Telecom com uma forte ajuda do governo Lula, tomou mais de R$ 10 bilhões em crédito de bancos estatais.
Com a recuperação judicial pedida em junho do ano passado, essa dívida deixou de ser paga há um ano e as partes ainda negociam um acordo com a operadora.
Entre executivos do setor bancário, os empréstimos concedidos à Oi são citados como um exemplo de que as instituições públicas podem ter sido demasiadamente otimistas e talvez até minimizado riscos na operação. Essa percepção acontece especialmente porque instituições privadas também emprestaram à operadora.
O balanço dos concorrentes, porém, não revela problema tão expressivo, porque as operações tiveram formatação que protegeu esses credores.
Um exemplo são os empréstimos realizados por bancos por meio da compra de títulos de dívida – as debêntures. Segundo um executivo do setor, bancos privados que optaram por esse caminho emprestaram igualmente à operadora de telefonia.
A diferença é que o prejuízo não aparece no balanço porque esse título continua com valor de mercado – ainda que menor -, e não pode ser classificada como “default” ou calote. Procurada, a Oi não se pronunciou sobre o assunto.
Exposição
Também há problemas setoriais, como o da construção civil. Nesse segmento, algumas empreiteiras e fornecedores foram duramente prejudicados por envolvimento em esquemas descobertos pela Operação Lava Jato e deixaram de pagar seus empréstimos. Nesses casos, o reflexo é grande principalmente no BNDES, o principal financiador do setor.
Para piorar, há empresas que simplesmente não conseguiram aguentar a recessão persistente. Operadoras de rodovias e aeroportos estão entre os segmentos que tomaram crédito com a expectativa de movimento muito maior que o visto atualmente.
Com a frustração dessas estimativas, o fluxo de caixa é insuficiente para quitar dívidas feitas no auge do otimismo com o Brasil.
O resultado é conhecido: aeroportos que atrasam o pagamento das licenças, rodovias devolvidas ao governo e empresas que atrasam pagamento a fornecedores, incluindo os bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://exame.abril.com.br/economia/calote-nos-bancos-publicos-cresce-r-10-bi-em-um-ano/
Essa situação é a oposta a registrada pelos bancos privados, que entre julho do ano passado e julho deste ano, viram a inadimplência cair R$ 6,1 bilhões.
Por Estadão Conteúdo

CAIXA: funcionários do banco seguem regime celetista (Celso Toledo/Divulgação)
Brasília – Em um ano, os bancos públicos viram seus índices de inadimplência – atrasos superiores a 90 dias nos pagamentos de financiamentos – saltar de 2,8% para 3,5%.
Isso significa que, nesse período, os calotes nesses bancos – nos quais se incluem o Banco do Brasil, a Caixa e o BNDES – cresceram em R$ 10,4 bilhões.
O movimento é oposto ao registrado pelos bancos privados. Entre julho do ano passado e julho deste ano, essas instituições viram a inadimplência em sua carteira de crédito registrar uma queda de R$ 6,1 bilhões.
Com isso, o índice de calotes nos bancos privados nacionais caiu de 5,1% para 4,6% – historicamente, essas instituições sempre tiveram inadimplência maior. Entre os bancos privados estrangeiros, esse indicador passou de 3,4% para 3,1% no mesmo período.
Para especialistas, a piora na situação dos bancos públicos tem como causa principalmente a exposição a grandes empresas e setores que sucumbiram à crise ou ao envolvimento na Operação Lava Jato.
Um dos casos mais simbólicos é o de um antigo “campeão nacional”: a operadora de telefonia Oi. A empresa de telecomunicações, criada com a fusão da Telemar e da Brasil Telecom com uma forte ajuda do governo Lula, tomou mais de R$ 10 bilhões em crédito de bancos estatais.
Com a recuperação judicial pedida em junho do ano passado, essa dívida deixou de ser paga há um ano e as partes ainda negociam um acordo com a operadora.
Entre executivos do setor bancário, os empréstimos concedidos à Oi são citados como um exemplo de que as instituições públicas podem ter sido demasiadamente otimistas e talvez até minimizado riscos na operação. Essa percepção acontece especialmente porque instituições privadas também emprestaram à operadora.
O balanço dos concorrentes, porém, não revela problema tão expressivo, porque as operações tiveram formatação que protegeu esses credores.
Um exemplo são os empréstimos realizados por bancos por meio da compra de títulos de dívida – as debêntures. Segundo um executivo do setor, bancos privados que optaram por esse caminho emprestaram igualmente à operadora de telefonia.
A diferença é que o prejuízo não aparece no balanço porque esse título continua com valor de mercado – ainda que menor -, e não pode ser classificada como “default” ou calote. Procurada, a Oi não se pronunciou sobre o assunto.
Exposição
Também há problemas setoriais, como o da construção civil. Nesse segmento, algumas empreiteiras e fornecedores foram duramente prejudicados por envolvimento em esquemas descobertos pela Operação Lava Jato e deixaram de pagar seus empréstimos. Nesses casos, o reflexo é grande principalmente no BNDES, o principal financiador do setor.
Para piorar, há empresas que simplesmente não conseguiram aguentar a recessão persistente. Operadoras de rodovias e aeroportos estão entre os segmentos que tomaram crédito com a expectativa de movimento muito maior que o visto atualmente.
Com a frustração dessas estimativas, o fluxo de caixa é insuficiente para quitar dívidas feitas no auge do otimismo com o Brasil.
O resultado é conhecido: aeroportos que atrasam o pagamento das licenças, rodovias devolvidas ao governo e empresas que atrasam pagamento a fornecedores, incluindo os bancos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://exame.abril.com.br/economia/calote-nos-bancos-publicos-cresce-r-10-bi-em-um-ano/
quarta-feira, 13 de setembro de 2017
Inadimplentes: Mais de 59 milhões de brasileiros têm contas em atraso.
Por Brasil Econômico | 13/09/2017
Os dados apurados mostram que em agosto deste ano teve recuo de 0,41% no número de devedores, na comparação com igual período do ano passado
Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que houve queda de no número de brasileiros inadimplentes. O índice apresentou leve recuo de 0,41% em agosto deste ano, na comparação com igual período do ano passado. Com o resultado, o indicador tem sua sexta queda consecutiva dentro da série histórica.
As entidades informaram que a última vez em que se observou um aumento no número de inadimplentes havia sido em fevereiro deste ano, quando a alta fora de 0,41%. A estimativa é que 59,1 milhões de pessoas tenham alguma restrição no CPF devido contas em atraso.
Segundo o presidente da CNDL , Honório Pinheiro, a queda no índice de inadimplência sinaliza cautela do consumidor em relação ao endividamento. “Se por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, a maior restrição do crédito age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, afirma Pinheiro.
Os economistas das duas entidades afirmam que a tendência de queda na inadimplência se manterá, já que a economia começa a dar sinais de recuperação. “Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma lenta, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências, quanto na propensão ao consumo por parte do consumidor e na concessão de crédito por parte das instituições financeiras. Mesmo sem o volume de inadimplentes crescer de forma significativa no curto prazo, o estoque de brasileiros nessa situação continua em patamar elevado”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
A pesquisa identificou também o índice de inadimplência das cinco regiões brasileiras e foi apurada uma queda generalizada de consumidores endividados. A queda mais acentuada foi na região sudeste, que apresentou queda de 5,07% em agosto frente o mesmo período do ano passado. Em segundo lugar ficou a região Sul, com recuo de 3,70% na quantidade de devedores. As variações também foram negativas no Centro-Oeste com queda de 0,76%, Norte com recuo de 0,65% e Nordeste com retração de 0,27%.
Em contrapartida a queda no índice de inadimplência, foi constatado que a região Sudeste tem mais concentração na quantidade de pessoas com contas em atraso, com 24,45 milhões, número esse que responde a 37% do total de devedores. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,32 milhões de negativados, ou 40% da população. Em seguida, aparece o Sul, com 8,02 milhões de inadimplentes (36% da população adulta).
Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,41 milhões de consumidores inadimplentes, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 4,90 milhões de inadimplentes, ou 42% da população.
Fonte: Economia - iG @ http://economia.ig.com.br/2017-09-13/inadimplentes-no-brasil.html
Por Brasil Econômico | 13/09/2017
Os dados apurados mostram que em agosto deste ano teve recuo de 0,41% no número de devedores, na comparação com igual período do ano passado
Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontam que houve queda de no número de brasileiros inadimplentes. O índice apresentou leve recuo de 0,41% em agosto deste ano, na comparação com igual período do ano passado. Com o resultado, o indicador tem sua sexta queda consecutiva dentro da série histórica.
As entidades informaram que a última vez em que se observou um aumento no número de inadimplentes havia sido em fevereiro deste ano, quando a alta fora de 0,41%. A estimativa é que 59,1 milhões de pessoas tenham alguma restrição no CPF devido contas em atraso.
Segundo o presidente da CNDL , Honório Pinheiro, a queda no índice de inadimplência sinaliza cautela do consumidor em relação ao endividamento. “Se por um lado, as dificuldades do cenário recessivo fazem crescer o número de devedores, a maior restrição do crédito age na direção contrária, limitando a tomada de crédito e o crescimento da inadimplência”, afirma Pinheiro.
Os economistas das duas entidades afirmam que a tendência de queda na inadimplência se manterá, já que a economia começa a dar sinais de recuperação. “Com a retomada do ambiente econômico acontecendo de forma lenta, ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências, quanto na propensão ao consumo por parte do consumidor e na concessão de crédito por parte das instituições financeiras. Mesmo sem o volume de inadimplentes crescer de forma significativa no curto prazo, o estoque de brasileiros nessa situação continua em patamar elevado”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
A pesquisa identificou também o índice de inadimplência das cinco regiões brasileiras e foi apurada uma queda generalizada de consumidores endividados. A queda mais acentuada foi na região sudeste, que apresentou queda de 5,07% em agosto frente o mesmo período do ano passado. Em segundo lugar ficou a região Sul, com recuo de 3,70% na quantidade de devedores. As variações também foram negativas no Centro-Oeste com queda de 0,76%, Norte com recuo de 0,65% e Nordeste com retração de 0,27%.
Em contrapartida a queda no índice de inadimplência, foi constatado que a região Sudeste tem mais concentração na quantidade de pessoas com contas em atraso, com 24,45 milhões, número esse que responde a 37% do total de devedores. A segunda região com maior número absoluto de devedores é o Nordeste, que conta com 16,32 milhões de negativados, ou 40% da população. Em seguida, aparece o Sul, com 8,02 milhões de inadimplentes (36% da população adulta).
Já em termos proporcionais, destaca-se o Norte, que, com 5,41 milhões de consumidores inadimplentes, possui 46% de sua população adulta incluída nas listas de negativados, o maior percentual entre as regiões pesquisadas. O Centro-Oeste, por sua vez, aparece com um total de 4,90 milhões de inadimplentes, ou 42% da população.
Fonte: Economia - iG @ http://economia.ig.com.br/2017-09-13/inadimplentes-no-brasil.html
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Donos da JBS buscam trégua com BNDES e querem adiar assembleia.
| Zanone Fraissat/Folhapress | ||
| Os irmão Wesley (à esq.) e Joesley Batista, da JBS |
RAQUEL LANDIM
DE SÃO PAULO NICOLA PAMPLONA
DE DO RIO
A J&F, que controla a JBS e reúne os negócios da família Batista, tenta obter uma trégua do BNDESPar, acionista minoritário que quer afastar Wesley Batista da presidência do frigorífico.
A holding contratou um especialista em mediação de conflitos. Nesta segunda-feira (28), ele enviou uma carta ao BNDESPar na qual pede que seja adiada, por 90 dias, assembleia marcada para a próxima sexta-feira (1º).
A AGE (assembleia-geral extraordinária) vai decidir, a pedido do BNDESPar, se a empresa entra na Justiça contra seus administradores por danos provocados pelos casos de corrupção confessados pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.
A missão de Ricado Lacerda, sócio da BR Partners, é reestabelecer a interlocução entre J&F e BNDESPar, que está desgastada desde a delação premiada dos irmãos.
Lacerda tem experiência em mediação de conflitos: trabalhou para Citibank e Telecom Italia na briga com o Opportunity e assessorou o Casino contra Abilio Diniz.
O BNDESPar, por sua vez, está se movimentando para impedir que a família Batista vote na assembleia.
Na semana retrasada, o banco protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um pedido de interrupção do prazo para a assembleia, alegando conflito de interesse, já que os irmãos seriam os próprios investigados.
O afastamento dos Batista foi uma das primeiras bandeiras levantadas por Paulo Rabello de Castro, que assumiu a presidência do BNDES em junho. Na delação, Joesley acusa o presidente Michel Temer de corrupção.
Segundo apurou a reportagem, a área técnica da CVM já se manifestou, mas seu entendimento é sigiloso. O caso vai a julgamento do colegiado a partir desta terça-feira (28) e deve ser decidido até a data da assembleia.
Com 42,16% do capital da JBS, a FB Participações, que pertence aos irmãos Batista, teria vitória fácil na assembleia. Representantes da empresa têm ligado para minoritários importantes, como Capital Group e Blackrock, cuja tendência é se abster.
Mas se a CVM decidir que existe um conflito de interesse, o jogo pode mudar. Graças aos aportes feitos na política dos "campeões nacionais", o BNDES possui 21,32% da JBS e a Caixa Econômica Federal outros os 4,92%. Sem o controlador, basta chegar a 30% dos votos para aprovar o afastamento de Wesley.
"A regra para a CVM decidir deve ser o bom senso. Dizer que não existe um conflito de interesse é um insulto à inteligência", opina Mauro Cunha, presidente da Associação de Investidores em Mercados de Capitais (Amec).
A CVM vinha optando por não retirar o direito de voto e julgar o conflito a posteriori, mas, recentemente, proibiu o governo de São Paulo e o Metrô de votar em uma assembleia da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) estadual por causa de conflito de interesse.
Na briga com a BNDESPar, a J&F conta com o apoio do conselho de administração da JBS, que decidiu manter Wesley Batista no comando. A decisão final, no entanto, é da assembleia de acionistas.
Em comunicado, o conselho da empresa afirma que a troca do presidente seria "prematura e disruptiva" e que a administração deve agir "sem açodamento".
Foram 7 votos favoráveis à permanência de Wesley e dois contrários dos representantes do BNDESPar. Os dois conselheiros independentes votaram a favor dos Batista.
Para os conselheiros, Wesley é vital nesse momento de turbulência, porque conhece a empresa e ganhou a confiança dos credores ao renegociar a dívida.
O mandato concedido pelo conselho para Wesley vai até meados do ano que vem. Segundo apurou a reportagem, uma transição poderia ser preparada para ocorrer a partir daí. A JBS e o BNDES não comentaram.
quarta-feira, 23 de agosto de 2017
Dez sinais de que uma empresa pode pedir recuperação judicial.
Advogado especializado aponta os sinais que, segundo ele, valem para empresas de todos os portes e setores.
Por Tatiana Vaz
19 ago 2017, 12h16
Oi: companhia tenta acordo para pagamento de dívida bilionária (Nacho Doce/Reuters)
São Paulo – Nesta semana, o Grupo Weber, da família Bertin, um dos maiores conglomerados empresariais do país, entrou com pedido de recuperação judicial. Oi, UTC e PDG foram outras grandes companhias que recorreram a mesma alternativa para pagar dívidas bilionárias, casos que preocupam.
“Esse é um sinal de que a crise chegou em negócios sólidos e pode irradiar para toda a imensa cadeia de fornecedores, empresas de portes diversos”, explica o advogado Edemílson Wirthmann Vicente, da WVADV.
De acordo com ele, a lei de recuperação judicial dá hoje uma segurança bem maior aos empresários que no passado e, aliado à crise econômica, é um dos fatores que explica porque há tantas companhias recorrendo a iniciativa nestes dois últimos anos.
Para Wirthmann Vicente, os indícios de que uma companhia está prestes a entrar com pedido de recuperação judicial são basicamente os mesmos, independentemente do porte e setor de atuação. A seguir, ele lista dez desses sinais.
“Apresentar de um a três destes sinais já é motivo de preocupação”, diz ele. “Identificar os problemas financeiros em fases iniciais facilita a busca de soluções”.
1) Rolagem de dívidas – O sinal mais preocupante é quando a empresa começa a ter dificuldades em honrar suas dívidas, rolando em vencimentos com frequência sem amortizar.
2) Taxas de juros mais altas – O cenário começa a se deteriorar, com um abismo muito grande entre as taxas de juros oferecidas a empresas saudáveis e aquelas que sua empresa está sendo obrigada a pagar. Esse é um sinal de que as instituições já consideram sensivelmente os riscos de crédito à sua empresa.
3) Dificuldade em captar crédito – As principais instituições já não concedem crédito à sua empresa, que é obrigada a recorrer a players menores e variados, com taxas maiores.
4) Inadimplência – Contas começam a atrasar e diversos títulos da empresa começam a ser protestados. O atraso no pagamento de impostos também pode empurrar uma empresa para uma situação de risco. A constante repactuação e não cumprimento dos termos negociados é fatal para a credibilidade da empresa.
5) Capital de giro em frentes não usuais – Despesas operacionais básicas começam a ter seus pagamentos atrasados para compensar a falta do capital de giro. Um exemplo é a conta de luz, que passa a atrasar, sendo paga apenas no limite para o corte.
6) Demissões sem pagamento de rescisão – As dívidas começam a chegar no âmbito trabalhista, com demissões sendo realizadas sem o pleno pagamento dos direitos aos funcionários e colaboradores dispensados.
7) Oneração de patrimônio – Ativos da empresa começam a ser vendidos ou hipotecados em condições muito inferiores ao valor de face.
8) Fornecedores precificam riscos – As empresas parceiras começam a reagir diante dos atrasos nos pagamentos com reduções nos prazos de pagamento e preços maiores que os praticados com outros clientes. As notas que antes tinham pagamentos com vencimentos em 60 dias começam a ter pagamentos exigidos em 30, 15 dias ou mesmo à vista em casos extremos.
9) Fragilização das relações com os clientes – O sucessivo não comprimento de prazos nas entregas pode gerar a utilização de mecanismos não usuais no relacionamento, como clientes optarem pela compra de matéria prima para a empresa em vez de fazerem o pagamento convencional.
10) Danos de imagem – A crise da empresa já é conhecida por toda o mercado e concorrentes e a situação começa a vazar pra mídia. A exposição pública agrava a situação com clientes, fornecedores, funcionários, acionistas e público final.
http://exame.abril.com.br/negocios/dez-sinais-de-que-uma-empresa-pode-pedir-recuperacao-judicial/
Assinar:
Postagens (Atom)

