terça-feira, 27 de junho de 2017

MP que permite desconto em compra à vista vira lei; veja o que muda.
 

Nova regra abre espaço para consumidor barganhar no pagamento em dinheiro; variação de preços requer atenção.
 

Ana Carolina Neira e Ricardo Rossetto, O Estado de S.Paulo
26 Junho 2017 | 12h47

O governo transformou em lei a Medida Provisória 764/2016, que permite que comerciantes façam um preço diferente de acordo com o meio de pagamento, seja dinheiro, cartão de débito ou crédito.

Assim, conseguir descontos nas compras à vista pode ficar mais fácil com a regulamentação de uma prática que já era adotada - de forma irregular - pelos lojistas. 


 

Compras à vista e em dinheiro podem ser mais vantajosas Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A nova regulamentação também obriga os estabelecimentos a informar os clientes, em local visível, sobre essas ofertas. Em caso de descumprimento, as lojas estarão sujeitas às penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor, que incluem multas e, em último caso, até mesmo a cassação do alvará de funcionamento.


http://economia.estadao.com.br/noticias/suas-contas,mp-que-permite-desconto-em-compra-a-vista-lei-veja-o-que-muda,70001863734

sexta-feira, 23 de junho de 2017

São Paulo vai cobrar R$ 260 milhões de ICMS de empresas devedoras.

As empresas que fazem parte do regime têm, cada uma, déficit maior que R$ 500 mil.

 

Por Estadão Conteúdo
21 jun 2017, 16h36 - Publicado em 21 jun 2017



ICMS: as empresas poderão optar por dividir o pagamento em até 60 vezes (São Paulo/Divulgação)

Empresas devedoras contumazes de ICMS vão entrar a partir desta quarta-feira, 21 em um regime especial para resolver suas dívidas com o Estado de São Paulo. Ao todo, são 79 estabelecimentos, entre matrizes e filiais de 54 companhias, com um débito de R$ 260 milhões.

A lista das inadimplentes foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado de terça-feira, 20.
As empresas que fazem parte do regime têm, cada uma, déficit maior que R$ 500 mil, acumulado de janeiro de 2015 a dezembro de 2016.

Elas poderão optar, em julho, por participar do Programa Especial de Parcelamento (PEP) e dividir o pagamento em até 60 vezes, com desconto de 50% na multa e 40% nos juros, com acréscimos mensais que variam de acordo com o total de parcelas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


http://exame.abril.com.br/economia/sao-paulo-vai-cobrar-r-260-milhoes-em-dividas-de-icms/

terça-feira, 20 de junho de 2017

Serasa explica o que afeta a nota de crédito do consumidor. 

Uma pesquisa da empresa mostrou que a principal causa de baixa avaliação de crédito, o chamado "score", é o nome negativado. 


Por Angelo Pavini, da Arena do Pavini
14 jun 2017


Casal endividado, dívidas, nome negativado, SPC
Nome negativado: emprestar o nome para parentes ou amigos tiraram empréstimos é "roubada" (Thinkstock/Thinkstock)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Emprestar nome é a principal causa para inadimplência.

Normalmente a solicitação é feita por um parente ou amigo.


Da Redação


Emprestar nome é a principal causa para inadimplência, alerta Serasa

O novo serviço gratuito Serasa Score, pontuação que vai de 0 a 1.000 e resulta do relacionamento do consumidor com o mercado de crédito, completou na última semana dois meses no ar com mais de 5 milhões de acessos. As consultas motivaram alguns consumidores com score abaixo de 300 (considerado alto risco para inadimplência) a procurarem a Serasa, por carta, pessoalmente nas agências e canais digitais, como redes sociais, para entender melhor a pontuação. Com base nessa amostragem, a Serasa Experian fez um levantamento e elencou as principais razões para o score menor que 300. O principal motivo para estar na faixa de alto risco é ter o nome negativado. Dentro deste grupo, se destaca cada vez mais aqueles que estão inadimplentes devido ao empréstimo do nome a amigos ou parentes para fins de crédito. Muitos desses consumidores que forneceram seus dados a terceiros desconhecia o fato de ter se tornado inadimplente devido ao não pagamento gerado pela dívida contraída.

Segundo Fernanda Monnerat, diretora do Serasa Consumidor, quem pede o nome emprestado para fazer compras ou obter financiamentos o faz, na maioria das vezes, por já ter restrições nos birôs de crédito. “Normalmente a solicitação é feita por um parente ou amigo, fazendo com que o dono do nome se sinta constrangido em negar o favor. Quem empresta dados pessoais acredita que a proximidade da relação garantirá que o outro honre a dívida assumida, o que nem sempre acontece”, argumenta Fernanda.  Estudo da Serasa revela que 30% dos consumidores no país possuem score com alto risco para inadimplência (até 300 pontos); 38% apresentam médio risco (301 a 700 pontos) e 32% baixo risco (701 a 1.000). O score médio do brasileiro é de 485 pontos.

Serasa Score
O Serasa Score é disponibilizado no site www.serasascore.com.br para consulta on-line, permitindo que somente o próprio consumidor veja a sua pontuação, que vai de 0 a 1.000 pontos. Cada usuário é pontuado de acordo com a análise de uma série de fatores, como pagamentos de contas em dia, histórico de dívidas negativadas, relacionamento financeiro com empresas e dados cadastrais atualizados. Quanto mais alto o score, maiores são as chances de o cidadão honrar compromissos financeiros nos próximos 12 meses e ter acesso facilitado ao mercado de crédito.

As empresas podem usar a pontuação como uma informação adicional para a tomada de decisão no momento de concessão de financiamentos, além de suas próprias informações para compor a própria política de crédito. O Serasa Score é um dos modelos estatísticos existentes no mercado para a análise de risco de crédito. As empresas podem utilizar outros que são desenvolvidos de acordo com as suas necessidades. O score para o consumidor é uma ferramenta já disseminada nas maiores economias do mundo.

O peso de cada informação do Serasa Score é definido de acordo com um estudo do comportamento histórico de grupos de indivíduos não identificados. Esses grupos são compostos por pessoas com características financeiras parecidas. Desse modo, estatisticamente, é possível comparar os resultados obtidos por um consumidor específico com outros do mesmo grupo para o cálculo do Serasa Score. A pontuação vai de zero a 1.000 pontos: até 300 pontos há alto risco de inadimplência; médio risco entre 300 e 700 e baixo risco para quem acumula pontuação acima de 700 pontos.

http://www.amanha.com.br/posts/view/4132/emprestar-nome-e-a-principal-causa-para-inadimplencia

terça-feira, 6 de junho de 2017

CVM tem R$2,6 bi com devedores inadimplentes. 

Deste total, 1,96 bi referem-se a valores devidos por pessoas físicas, um terço disso atribuído a Edemar Cid Ferreira, ex-presidente do falido Banco Santos. 


Por Aluísio Alves, da Reuters



CVM: 650 milhões são devidos por empresas (BrianAJackson/Thinkstock)

 

São Paulo – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem mais de 2,6 bilhões de reais em valores devidos e não pagos por pessoas e empresas, informou a autarquia nesta quarta-feira no seu relatório anual de 2016.
Deste total, 1,96 bilhão referem-se a valores devidos por pessoas físicas, um terço disso atribuído a Edemar Cid Ferreira, ex-presidente do falido Banco Santos. Outros 650 milhões são devidos por empresas, segundo o documento.
O relatório também mostra que o órgão regulador do mercado de capitais teve receita de 706,1 milhões de reais no ano passado, um aumento de 29 por cento sobre o ano anterior, em função sobretudo do aumento das taxas cobradas. As despesas, no entanto, ficaram praticamente estáveis, em 223 milhões.
“A ampliação do montante arrecadado não foi revertida para custeio das atividades da autarquia, que ainda permaneceu sujeita a contingenciamentos durante o exercício”, afirmou o órgão no documento, acrescentando que as despesas executadas foram inferiores às de 2011. 


A CVM observou ainda que a eventual falta de recursos e de funcionários pode comprometer a efetividade regulatória.
“O déficit no número de servidores, conforme estimativas conservadoras, poderá chegar a 28 por cento em 2017, e expor a instituição a riscos operacionais (…) que podem afetar suas atividades de regulação e supervisão”, diz trecho do relatório.
O documento revela ainda que no fim de 2016, havia na CVM 5 processos sancionadores, a partir de denúncias envolvendo a Petrobras, além de 5 inquéritos administrativos em fase adiantada, e 9 procedimentos de análise sobre questões contábeis e de auditoria da companhia.

 

http://exame.abril.com.br/economia/cvm-tem-r26-bi-com-devedores-inadimplentes/

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Nova regra para 'sujar' nome de devedor em SP pode ir a votação.

31/05/2017 03h00

Um projeto de lei que busca flexibilizar a inclusão de devedores em cadastros de inadimplentes poderá ser votada pela Assembleia de São Paulo na próxima semana.
O projeto é uma demanda das entidades comerciais do Estado e de birôs de crédito.
O objetivo é reverter uma regra, aprovada em 2015, que exige que o inadimplente assine uma notificação antes que seu nome seja registrado no cadastro de devedores.

O procedimento, que é sete vezes mais caro, dificultou a cobrança e estimulou as companhias a protestarem as dívidas diretamente no cartório, segundo Elias Sfeir, presidente da ANBC, associação que reúne Serasa Experian e Boa Vista SCPC.
"No caso de dívidas de menor valor, as empresas simplesmente não cobram", diz.
Em março, o Estado registrou 517 mil CPFs negativados em cartórios. O volume, recorde no Estado, é 79% maior que no mesmo mês de 2016.
Desde que a lei entrou em vigor, trava-se uma disputa judicial que aguarda decisão do Supremo Tribunal Federal.

A maior perspectiva de mudança da regra, porém, é a aprovação desse projeto de lei, que derrubaria a exigência da notificação assinada.
A votação ainda não foi marcada, mas o líder do governo, Barros Munhoz (PSDB-SP), levará a pauta à reunião do Colégio de Líderes (que define a agenda de votações), na próxima terça (6), informa o gabinete do deputado. A ideia é que o texto vá a plenário na próxima semana.

Como era
Inadimplente era comunicado via carta simples da inclusão na "lista suja"

Como ficou
Cliente deve ser previamente comunicado por escrito, com protocolo de aviso de recebimento assinado

Como pode ficar
Cai exigência de assinatura do devedor para incluir no cadastro de inadimplentes

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/mercadoaberto/2017/05/1888838-nova-regra-para-sujar-nome-de-devedor-em-sp-pode-ir-a-votacao.shtml

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Empresas precisam (e podem) fazer sua parte para “virar o jogo” da corrupção.

Há sempre escolhas, desde que se tenha princípios sólidos e a determinação de enfrentar as consequências.



(Foto Divulgação)


O país ainda digere, de estômago embrulhado, as revelações da JBS. Se a delação da Odebrecht já era vista como “o fim do mundo”, o que seria essa, então? Ambas envolvem as maiores empresas em seus setores e políticos de alto escalão, dos mais variados partidos.
Os fatos têm levado a um importante debate sobre o lado do poder, com propostas de reformulação do sistema partidário, por exemplo. Outras atacam a nevrálgica interface político-empresa, no que se refere ao financiamento de campanha e decorrentes favores.

Isso tudo se encontra exaustivamente discutido na mídia, embora andem a passos muito lentos. Mudanças radicais são necessárias, mas continuam sendo adiadas. O momento exige também uma reflexão sobre o lado das empresas, seu papel nessa “simbiose do mal” e sobre mudanças radicais, que, apesar de ainda nem terem começado, também são necessárias o quanto antes. Vamos analisar alguns aspectos.
Por um lado, temos empresas cujos fundadores ou controladores teriam adotado deliberadamente como modelo de negócio as relações de corrupção com o poder, de forma a obter todo tipo de benesses, fazendo suas empresas crescerem rapidamente. Outras se organizariam em cartéis e combinariam formas de obter contratos superfaturados, comprando a colaboração dos que deveriam inibir esses arranjos. Conseguiriam, assim, altos lucros, sem precisar investir em eficiência. Esses modelos são casos de polícia, não de gestão. Felizmente, eles começam a ser desmascarados.
Por outro lado, temos a grande maioria das empresas, que em princípio buscam atuar de maneira ética no mercado, prosperando pela competência. O problema é que essa determinação vai sendo colocada à prova nas mais diversas interações com o Estado, o que resulta na realimentação do sistema nas pequenas e grandes coisas.

Alguns colocam as empresas exclusivamente como vítimas: “Não há outra maneira de se fazer negócios”. Não concordo. Há sempre escolhas, desde que se tenha princípios sólidos e a determinação de enfrentar as consequências. E elas não são poucas. Aí está a dificuldade.
Vamos começar pelo “atacado”. Empresas cujos negócios, em grande escala, dependem de contratações, financiamentos ou regulamentações do governo. São via de regra pressionadas por agentes: ou pagam o “pedágio” ou não ganharão nunca os contratos. Muitas entram no jogo.
Algumas, inclusive, acabam gostando e partindo para fazer disso uma fonte de lucros adicionais. Existem diversos casos já comprovados em que dirigentes de multinacionais “explicaram” a suas matrizes que, no Brasil, tem de ser assim. Uma versão moderna do “não existe pecado do lado de baixo do equador”. O caminho mais difícil de denunciar e buscar alternativas ocorre nas exceções até aqui. Esperamos que o ambiente atual possibilite que mais empresas comecem a furar o cerco.
Um exemplo de atitude alternativa pode ser trazido das próprias campanhas políticas, que geram milhões para publicitários, sendo um grande mercado para o setor. Alguns poderiam argumentar que “não tem como não entrar nesse jogo que eles nos impõem”. Claro que dá. Algumas agências e publicitários renomados têm inclusive como princípio não trabalhar para políticos. Além de não quererem “vender” um político como produto aos eleitores, certamente querem ficar longe dos esquemas que em geral envolvem essas campanhas.

Além do “atacado”, temos o “varejo” da corrupção. Se por um lado movimentam valores menores, sua capilaridade gera danos talvez até maiores. Toda empresa já se viu em uma situação em que depende de inúmeras aprovações de órgãos federais, estaduais ou municipais. Em cada situação, as condições obscuras de regulamentações dúbias, a demora e a burocracia geram oportunidades de corrupção, seja por parte de agentes públicos, extorquindo propina para liberar, ou por parte das empresas, para passar por cima de multas ou requisitos que não atendem. Quantos gerentes já não argumentaram: “vamos pagar algumas dezenas de milhares de reais, mas vamos evitar a perda de centenas”.
Uma lógica empresarial de investimento e retorno, mas que fere um valor inegociável, que é um dos pilares de empresas competitivas: a ética nos negócios. A transgressão em “pequenas” coisas gera a fraqueza de valores que evolui para as “grandes”. Inclusive corrupções de funcionários contra a própria empresa. A única forma de uma empresa ser lucrativa de forma honesta e sustentável é agregando valor aos clientes e sendo mais eficiente a cada dia. Não existe atalho para isso, e os que existem esperamos que sejam fechados.

Não tenho nenhuma solução mágica. Não é nada fácil para uma empresa ou empresário dizer não ao sistema. É preciso muita coragem. Movimentos setoriais e em grupo ajudariam muito. Se a torneira for fechada de um lado, não jorrará do outro.
Não sei se sou muito ingênuo ao esperar que isso um dia aconteça e que um grande movimento empresarial comece a mudar o jogo. Assim como todos nós, como cidadãos, esperamos que o sistema político mude. Mas só nos resta sonhar e fazer nossa parte, pressionando os políticos, mas também mudando nossas próprias atitudes no dia a dia.
Nos aspectos gerais, só os movimentos sociais poderão exigir a mudança do ambiente de relacionamento entre políticos e empresas. Dentro das empresas, podemos também atuar, dando um basta a essa forma de atuação, não aceitando e denunciando qualquer indício de corrupção. Nas grandes e nas pequenas coisas. 


http://epocanegocios.globo.com/colunas/Enxuga-Ai/noticia/2017/05/empresas-precisam-e-podem-fazer-sua-parte-para-virar-o-jogo-da-corrupcao.html