segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Dólar dispara cerca de 2% e se aproxima de R$3,90, por turbulências políticas. 

Moeda norte-americana atingiu 3,9237 reais na máxima da sessão, maior nível intradia desde 29 de outubro.
Às 15:43, o dólar avançava 1,98 por cento, a 3,8990 reais na venda
Às 15:43, o dólar avançava 1,98 por cento, a 3,8990 reais na venda
Foto: Reuters

SÃO PAULO - O dólar voltou a disparar cerca de 2 por cento nesta quinta-feira, perto de 3,90 reais, com investidores correndo para a segurança da moeda norte-americana diante de preocupações com o impacto da prisão do ex-presidente do BTG Pactual, André Esteves, sobre o mercado doméstico e com possíveis desdobramentos para o quadro político brasileiro.

Às 15:43, o dólar avançava 1,98 por cento, a 3,8990 reais na venda. A moeda norte-americana atingiu 3,9237 reais na máxima da sessão, maior nível intradia desde 29 de outubro, quando foi a 3,9574 reais.
No fim de semana, Esteves renunciou a todos os seus cargos no BTG após o Supremo Tribunal Federal (STF) mantê-lo preso por tempo indeterminado por suspeita de obstrução da operação Lava Jato, que investiga escândalo bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras.

A preocupação é de que mais denúncias possam surgir no campo político ou que o próprio BTG seja muito afetado, o que poderia obrigá-lo a desmontar posições no mercado e, assim, afetar a liquidez. Novas denúncias contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também se somavam ao quadro de incertezas.
"A volatilidade é a regra, não dá para ter grandes certezas", disse o operador da corretora Intercam Glauber Romano.
Investidores também adotavam cautela antes da votação da meta de resultado primário deste ano, marcada para terça-feira no Congresso Nacional, em meio a turbulências após a prisão do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS).

O dólar operou em alta durante toda a sessão, mas chegou a apresentar avanços bem menores na parte da manhã, batendo na mínima de 3,8347 reais do dia. Operadores atribuíram a volatilidade matutina à briga pela formação da Ptax de novembro, taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais.
Outro motivo que teria levado o dólar a afastar-se das máximas do dia foi a atuação do Banco Central, embora esse movimento não tenha se sustentado pela tarde. A autoridade monetária fez nesta tarde leilão de venda de até 2,75 bilhões de dólares com compromisso de recompra, com fim de rolar as linhas que vencem em dezembro.

Além disso, o BC também dará início na terça-feira à rolagem dos swaps cambiais que vencem em janeiro, sinalizando que deve repor integralmente os contratos, equivalentes a venda futura de dólares.
"O BC adotou a atitude correta. Ele quer evitar que o mercado engrene em um círculo vicioso de pessimismo como aquele que vimos há alguns meses", disse o operador de um banco internacional, referindo-se à escalada da moeda norte-americana em agosto e setembro, que levou o BC e o Tesouro Nacional a atuarem de forma conjunta no mercado.

Reuters
http://www.dci.com.br/financas/dolar-dispara-cerca-de-2-para-r$-3,89-por-turbulencias-politicas-id512679.html

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Inadimplência no mercado de crédito brasileiro sobe a 5% em outubro, diz BC.
 

O estoque total de crédito no país teve recuo de 0,1% contra o mês anterior, a R$ 3,157 tri, equivalente a 54,7% do PIB.

Inadimplência no mercado de crédito subiu a 5%
Inadimplência no mercado de crédito subiu a 5%
Foto: Divulgação
BRASÍLIA - A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres subiu a 5 por cento em outubro, contra 4,9 por cento em setembro, informou o Banco Central nesta sexta-feira.
O estoque total de crédito no país, que também inclui o segmento de recursos direcionados, teve recuo de 0,1 por cento contra o mês anterior, a 3,157 trilhões de reais, equivalente a 54,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
(Por Marcela Ayres)

Reuters
http://www.dci.com.br/financas/inadimplencia-sobe-a-5-em-outubro,-diz-bc-id512247.html

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Boa Vista: demanda do consumidor por crédito sobe 0,4% em outubro ante setembro.

No acumulado dos dez primeiros meses do ano, há retração de 7,7% ante igual intervalo de 2014.

Na comparação com outubro do ano passado, houve queda de 0,6%
Na comparação com outubro do ano passado, houve queda de 0,6%
Foto: Fotos Públicas

SÃO PAULO - A demanda do consumidor por crédito cresceu 0,4% em outubro ante setembro, descontados os efeitos sazonais, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. Na comparação com outubro do ano passado, houve queda de 0,6%. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, há retração de 7,7% ante igual intervalo de 2014. Em 12 meses, a procura registra baixa de 8,3%.

Considerando os segmentos que compõem o indicador, a demanda nas instituições financeiras caiu 7,7% em outubro, na margem, enquanto para o segmento não financeiro houve avanço de 5,9%. Na variação anual, as taxas foram de queda de 3,6% e alta de 1,5%, respectivamente.

Na avaliação da instituição, o consumidor tem sido mais cauteloso em tempos de incerteza econômica e, como consequência, a demanda por crédito vem desacelerando gradativamente desde meados de 2014. 

"Ademais, os fatores macroeconômicos também têm contribuído decisivamente para piora do índice ao longo dos últimos meses. Alta das taxas de juros, inflação consistentemente elevada e piora do mercado de trabalho são apenas algumas das variáveis condicionantes deste cenário", diz o relatório da Boa Vista.

O indicador da Boa Vista é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da empresa. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal.

Estadão Conteúdo
http://www.dci.com.br/financas/demanda-do-consumidor-por-credito-sobe-0,4-em-outubro-id511957.html

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dívida líquida das empresas avançou 43,4% no 3º tri com pressão cambial.

Endividamento alcançou R$ 1,026 trilhão, segundo a Economatica; oscilações futuras do dólar podem influenciar ainda mais as obrigações das firmas de capital aberto sem contrato de hedge.

 

São Paulo - A alta do dólar pressionou o endividamento líquido das empresas brasileiras de capital aberto no terceiro trimestre deste ano. No período, a dívida das companhias cresceu 43,4%, ante terceiro trimestre de 2014, alcançando montante de R$ 1,026 trilhão.
Como grande parte das empresas listadas Bolsa de Valores de São Paulo (BM&F Bovespa) ainda não possui contratos de hedge cambial (proteção), oscilações futuras do dólar podem influenciar ainda mais o endividamento das companhias, avalia Alexandre Wolwacz, sócio-fundador da Escola de Investimento Leandro & Stormer.

O número de R$ 1,026 trilhão, levantado pela empresa de informações financeiras Economatica, inclui o desempenho de 218 companhias de capital aberto, além dos balanços da Petrobras, Vale e Eletrobras. Retirando essas três da conta, a dívida líquida cai para R$ 487,34 bilhões, alta de 30,5% ante terceiro trimestre de 2014.
Para especialistas, o dólar é o principal fator de expansão do endividamento das companhias. De setembro de 2014 a setembro de 2015, por exemplo, a valorização do dólar frente ao real foi de 62,04%, saindo de um patamar de R$ 2,45 para R$ 3,97%, no período.

De julho a setembro deste ano, o câmbio também sofreu forte oscilação, indo de R$ 3,14 para R$ 3,96, valorização de 26,11% em relação a moeda nacional.
"Há um grupo grande de empresas listadas na Bolsa que não estão protegidas através de contratos de hedge, o que traz riscos para o desempenho delas. Pois, quando o dólar sobe, a dívida das companhias se eleva em proporção parecida. Em um momento em que as companhias estão produzindo menos em reais, o cenário se agrava. É preciso de mais reais para arcar com a dívida em dólar", diz Wolwacz.
"Essa avaliação não inclui, entretanto, as empresas exportadoras, que já possuem dólar em seu fluxo de caixa", acrescenta o especialista.
Para Wolwacz, o câmbio ainda é um risco para empresas, apesar da estabilidade deste trimestre. "Ainda que o câmbio esteja mais estável nesse mês, é importante que as empresas estejam protegidas para evitar maiores prejuízos no futuro. Há uma expectativa, por exemplo, de retorno da alta da moeda estrangeira no primeiro trimestre de 2016", especula.

Estresse no mercado
Alexandre Espírito Santo, professor de finanças do Ibmec do Rio de Janeiro e economista da Órama, diz que qualquer estresse no mercado pode, de fato, pressionar mais o endividamento das companhias ainda neste ano.
Porém, avalia que a "grande oscilação" do dólar já passou e que, até o final de dezembro, a tendência é de estabilidade (alcançando R$ 3,80 em sua projeção). "Por isso, acredito que o grande prejuízo da variação cambial no balanço das empresas já ocorreu. O endividamento delas tende a se manter no mesmo patamar até o final do ano", afirma.
"Contudo, um aumento da taxa de juros norte-americana ou um outro rebaixamento de nota de crédito do País, por exemplo, pode elevar o nível de endividamento das companhias, colocando em risco também o lucro das mesmas", contrapõe o professor. Ontem, o dólar fechou em R$ 3,73.

Lucro
A variação cambial foi, inclusive, um dos principais fatores de queda do lucro (-81,1) de 218 companhias de capital aberto no terceiro trimestre de 2015, ante o mesmo período do ano passado.
De julho a setembro deste ano, o lucro das companhias somou R$ 2,37 bilhões. Nos mesmos meses de 2014, essas acumularam R$ 12,55 bilhões.
As despesas com juros e variação cambial derrubaram o resultado. Esses gastos cresceram 151% no terceiro trimestre deste ano, ante igual período de 2014, saltando de R$ 26,23 bilhões para R$ 65,85 bilhões.

Colocando na conta os resultados da Petrobras, Vale e Eletrobras, as despesas com juros e variação cambial sobem para R$ 121,85 bilhões entre julho e setembro de 2015, alta de 206,6% em relação ao montante registrado no ano passado.
"O avanço do dólar foi tão intensa que elevou consideravelmente as despesas financeiras das companhias", comenta Einar Rivero, gerente de relacionamento Institucional da Economatica.

Paula Salati
http://www.dci.com.br/economia/divida-liquida-das-empresas-avancou-43%2C4-no-3%C2%BA-tri-com-pressao-cambial-id511224.html

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Entre 12 maiores economias, Brasil será a única em recessão.

Rio de Janeiro
Entre as 12 maiores economias e blocos econômicos do mundo, país é o único que deve registrar queda do PIB no ano que vem
Fernando Nakagawa, do Estadão Conteúdo
Correspondente, do Estadão Conteúdo

Londres - Entre as 12 maiores economias e blocos econômicos do mundo com previsões no novo relatório "Global Economics Analyst" produzido pelo Goldman Sachs, o Brasil é o único que deve registrar queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. Para o banco, todos os demais países devem ter crescimento no próximo ano. Até mesmo a Rússia - país que divide com o Brasil o posto de pior desempenho do G-20 - voltará a registrar expansão no próximo ano.

De acordo com o relatório divulgado na última semana em Londres, a economia brasileira seguirá em recessão mesmo no ano da Olimpíada no Rio de Janeiro, quando terá contração de 1,6%.
A Rússia, país que deve ter contração do PIB de 3,5% neste ano, caminha para a recuperação e deve ter expansão da economia de 1,5% no próximo ano, prevê o banco. Outros grandes emergentes terão desempenho muito superior ao esperado para o Brasil: Índia terá avanço de 7,8% e China, 6,4%.
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No grupo dos desenvolvidos, não há nenhum país com números negativos. Os Estados Unidos devem crescer 2,2% em 2016, o Japão terá avanço de 1% e o conjunto da zona do euro, 1,7%, prevê o Goldman Sachs. Entre os europeus, o crescimento deverá ser liderado pelo Reino Unido (+2,7%) seguido pela Espanha (2,5%), Alemanha (+1,8%), Itália (+1,6%) e a França (+1,4%).

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-sera-unico-em-recessao-em-2016-aponta-goldman-sachs

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Desembolsos do BNDES somam R$105,5 bi até outubro, queda de 28%.

Aprovações de empréstimos, no valor de R$ 81 bilhões, caíram 46%, mesmo percentual de recuo das consultas.

Setor de infraestrutura foi o que mais demandou financiamentos do BNDES e recebeu R$ 40,8 bilhões
Setor de infraestrutura foi o que mais demandou financiamentos do BNDES e recebeu R$ 40,8 bilhões
Foto: Dreamstime
SÃO PAULO - Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram 105,5 bilhões de reais entre janeiro e outubro deste ano, queda de 28 por cento na comparação com o mesmo período de 2014, informou a instituição nesta quinta-feira.

As aprovações de empréstimos, no total de 81 bilhões de reais, recuaram 46 por cento, mesmo percentual de redução das consultas, que totalizaram 108,6 bilhões de reais. No período, o setor de infraestrutura, foi o que mais demandou financiamentos do banco e recebeu 40,8 bilhões de reais.

Reuters
http://www.dci.com.br/financas/desembolsos-do-bndes-caem-28-ate-outubro,-para%C2%A0r$-105,5-bi-id510463.html

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Atividade econômica do Brasil encolhe pelo quarto trimestre seguido, mostra BC.

IBC-Br registrou recuo de 0,50 por cento em setembro, depois de cair 0,76 por cento em agosto.

dinheiro cédulas crédito inflação financiamento endividamento inadimplência
Dinheiro cédulas crédito inflação financiamento endividamento inadimplência
Foto: Frederico Cardoso/Dreamstime
SÃO PAULO - A atividade econômica brasileira encerrou com contração de 1,41 por cento o terceiro trimestre, o quarto seguido de perdas num ambiente de incertezas fiscais e políticas no país.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta quarta-feira, espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou recuo de 0,50 por cento em setembro, depois de cair 0,76 por cento em agosto, segundo dados divulgados pelo BC nesta quarta-feira.
O resultado de setembro, o quarto mês seguido de perdas este ano na base mensal, foi levemente melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de queda de 0,60 por cento.

O terceiro trimestre é o quarto seguido em que o IBC-Br mostra recuo, após taxas negativas de 2,09 por cento no segundo, 1,05 por cento no primeiro e de 0,50 por cento no quarto trimestre de 2014.
O BC ainda apontou que o IBC-Br caiu 5,85 por cento em setembro sobre o mesmo mês do ano passado, chegando a uma queda acumulada de 3,37 por cento no ano e de 2,73 por cento em 12 meses, sempre em números dessazonalizados.

O resultado aprofunda ainda mais o cenário de recessão do país, na qual o Brasil entrou no segundo trimestre, quando encolheu 1,9 por cento sobre os três meses anteriores segundo os dados do IBGE.
Nesse ambiente, os resultados negativos de vários setores da atividade vêm se repetindo de forma recorrente, somando-se aos juros e inflação altos, piora do mercado de trabalho e confiança em deterioração diante das incertezas políticas.
Em setembro, a produção industrial registrou queda de 1,3 por cento sobre agosto, pior resultado para o mês na série histórica, enquanto as vendas no varejo recuaram 0,5 por cento.

Segundo a pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, a expectativa é de que o PIB registre contração de 3,10 por cento este ano, com a fraqueza avançando para 2016, quando a queda esperada é de 2 por cento.
O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, assim como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Reuters
http://www.dci.com.br/economia/atividade-economica-encolhe-pelo-4%C2%BA-trimestre-seguido,-diz-bc-id510111.html