sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Com juros a 263%, mais da metade de pequeno negócio usa cheque especial.

Desconhecimento do mercado financeiro leva os empresários às linhas de crédito mais caras; a principal modalidade de financiamento utilizada, contudo, é o pagamento a prazo do fornecedor.




São Paulo - Mesmo com uma taxa média de 263,7% ao ano, mais da metade (55%) dos pequenos negócios usa ou já utilizou o cheque especial em nome da pessoa física, aponta pesquisa divulgada pelo Sebrae.
De acordo com o estudo, 29% dos microempreendedores individuais (MEI) e das micro e pequenas empresas também usa o cheque especial corporativo, que possui juros de 243,1% ao ano, para financiar o empreendimento.
Uma parcela dessas empresas utiliza ainda o cartão de crédito e corre o risco de entrar no rotativo, linha emergencial que possui os juros mais altos do mercado. Segundo o levantamento, 70% dos negócios usa o plástico como pessoa física e 28% em nome da pessoa jurídica.
Alexandre Comin, gerente de Acesso a Mercado e Serviços Financeiros do Sebrae, explica que o pequeno negócio tem "fome de crédito", mas muitas vezes trabalha com o instrumento inadequado, como o cheque especial e o cheque pré-datado - 46% das firmas utilizam essa modalidade de empréstimo.
Um dos motivos para isso, segundo ele, é o desconhecimento do mercado financeiro. "Falta uma conscientização maior. Muitos empresários restringem o conceito de crédito a pegar dinheiro emprestado no banco, por exemplo", apontou o gerente do Sebrae.
O levantamento mostra que o tipo de financiamento mais utilizado pelos micro e pequenos empresário é o pagamento do fornecedor a prazo - 67% das empresas afirmam que usam da modalidade de crédito. Dinheiro com os amigos e familiares (13%) e empréstimos com agiotas (4%) também entram na conta.
De acordo Ricardo Couto, mestre em Finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), os pequenos negócios têm dificuldade em separar a contabilidade pessoal da empresarial e, em momentos de aperto, acabam recorrendo aos recursos de mais fácil acesso, como as linhas pré-aprovadas - o cheque especial entre elas.
"Essas empresas dificilmente tem um plano de negócio. O foco é a própria operação: ele está preocupado em melhorar produto e atender bem o cliente, e o conhecimento financeiro acaba sendo deixado de lado", afirmou Couto.

Pessoa física x jurídica
Comin apontou ainda que o processo de metamorfose de muitos empreendedores registrados apenas como pessoa física para pessoa jurídica, principalmente como MEI, é muito recente no Brasil e, no caso do sistema bancário, o amadurecimento é mais lento.
"O banco é mais exigente na concessão de crédito para pessoa jurídica, no caso desses empresários. Como pessoa física, ele possui um histórico com a instituição e fica mais fácil de fazer a análise de risco de crédito", avaliou o gerente.
A pesquisa do Sebrae aponta que apenas 54% dos MEI que tomaram empréstimos o fizeram como PJ. "A maioria dos MEI tem algum tipo de crédito, mas, normalmente, não é bancário, o que mostra que as instituições financeiras estão perdendo oportunidades", disse.
Segundo o estudo, muitos dos empresários também não têm contato com outros produtos bancários, mesmo como PF - 28% não usam caixa eletrônico e 67% não utilizam o internet banking, por exemplo.

Modalidades
Entre os pequenos negócios que procuraram crédito, 58% buscaram capital de giro e 31% financiamento de compra de mercadoria pra revenda. Para Couto, a queda brusca da atividade econômica forçou as empresas ao crédito. "É difícil para a empresa diminuir o ritmo na mesma velocidade que a atividade caiu", analisou.
Ainda de e acordo com o levantamento, a principal dificuldade para obter um novo empréstimo foi a taxa de juros alta: 51% apontaram o motivo. Dos que conseguiram o financiamento, o dinheiro liberado foi, em média, 10,7% menor que o solicitado: enquanto os empresários pediram, na média, R$ 35, mil, as instituições financeiras liberaram R$ 29 mi aos tomadores.

Pedro Garcia
http://www.dci.com.br/financas/-com-juros-a-263%2C-mais-da-metade-de-pequeno-negocio-usa-cheque-especial-id507347.html

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Confiança do micro e pequeno empresário aumenta em outubro, diz SPC.

Apesar do avanço em relação a setembro, índice segue abaixo do nível considerado neutro; maior parte continua pessimista.


Microempresários utilizam grande volume de dados fora do  negócio
Microempresários utilizam grande volume de dados fora do negócio
Foto: Dreamstime
SÃO PAULO - A confiança do micro e pequeno empresário brasileiro na economia mostrou leve avanço em outubro, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário (ICMPE), calculado pela instituição, registrou 38,72 pontos no décimo mês do ano, ante 37,62 pontos em setembro.
Apesar da ligeira alta, o índice segue abaixo do nível considerado "neutro" de 50 pontos. A maior parte dos empresários consultados continua pessimista em relação ao ambiente econômico do País, com 85% deles acreditando que as condições econômicas se deterioraram nos últimos seis meses. 
Para 31% dos MPEs consultados, o cenário econômico vai mostrar recuperação em um futuro breve. Quase metade dos empresários (47,13%) também afirma estar confiante com a própria empresa.

Cenário
O Indicador de Condições Gerais, que mede a percepção do empresário em relação à trajetória da economia e de seu negócio nos últimos seis meses, registrou, em outubro, 23,34 pontos, pouco acima do verificado em setembro, quando ficou em 22,82 pontos. O resultado indica, de acordo com o SPC Brasil, que a maior parte dos empresários faz uma avaliação pessimista dos últimos seis meses.
Quando analisadas as Condições Gerais da Economia, o indicador aponta 17,30 pontos em outubro, ante 17,36 pontos no mês anterior. O indicador de Condições Gerais do Negócio sobre os últimos seis meses também é negativo, ainda que moderado, com 29,38 pontos, contra 28,28 pontos em setembro.
"Os dados evidenciam que a crise econômica é percebida pelos micro e pequenos varejistas e já afeta os negócios", diz o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Honório Pinheiro, em nota. "A situação econômica do País ainda não apresentou sinais de recuperação nos últimos meses, e a confluência negativa dos principais indicadores econômicos tem resultado no pessimismo dos empresários", continua.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados apresentam um cenário recessivo e pouco animador para os empresários. "O governo e o mercado preveem uma queda do PIB brasileiro próxima de 3% em 2015 e para o próximo ano ainda não há perspectiva de retomada vigorosa", analisa, também no comunicado.

Negócios
A percepção dos MPEs sobre como serão os próximos seis meses para os seus negócios também foi analisada no levantamento. Em outubro, o Indicador de Expectativas registrou 50,25 pontos, acima dos 48,71 pontos verificados em setembro.
Quando questionados sobre o que acreditam que acontecerá com o faturamento de sua empresa nos próximos seis meses, boa parte dos empresários não conta com quedas: para 41,1%, o faturamento permanecerá no mesmo nível; outros 32,6% acreditam que ele poderá crescer e 23,4% acreditam que suas receitas irão cair.
Já o subindicador de Expectativas para a Economia registrou 43,90 pontos em outubro, frente aos 41,28 pontos de setembro.

Da redação
http://www.dci.com.br/economia/confianca-do-micro-e-pequeno-empresario-aumenta-em-outubro-id506821.html

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Inadimplência do consumidor em SP sobe 1,7% em setembro, diz Boa Vista/SCPC.

índice subiu 0,3% no País e 1,1% na região sudeste; Número de devedores no Estado de São Paulo ficou estável

Inadimplência do consumidor em SP sobe 1,7% em setembro, diz Boa Vista/SCPC
Inadimplência do consumidor em SP sobe 1,7% em setembro, diz Boa Vista/SCPC
Foto: Dreamstime
SÃO PAULO - A inadimplência do consumidor na cidade de São Paulo subiu 1,7% em setembro ante o mesmo mês de 2014, de acordo com dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Na mesma base de comparação, o índice subiu 0,3% no País e 1,1% na região Sudeste. O número de inadimplentes no Estado de São Paulo ficou estável.
Na variação em 12 meses, constatou-se queda de 5,7% na inadimplência na cidade de São Paulo. Houve quedas menores no Estado de São Paulo (-0,7%) e na região Sudeste (-0,3%), mas em todo o País a inadimplência subiu 1,1%.
Já o acumulado do ano na cidade de São Paulo apresentou recuo de 6,3% em relação ao mesmo período de 2014. As quedas foram menores no Estado de São Paulo (-1,7%) e na região Sudeste (-0,6%). No País, houve alta de 1,1% no registro de inadimplentes.

Recuperação de crédito
O indicador de recuperação de crédito do consumidor na cidade de São Paulo, na comparação de setembro ante mesmo mês de 2014, recuou 6,2%. No Estado, a diminuição foi de 5%, enquanto o indicador apontou altas na região Sudeste (1,1%) e no País (2%).

Estadão Conteúdo
http://www.dci.com.br/economia/inadimplencia-do-consumidor-em-sp-sobe-1,7-em-setembro-id506162.html

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Confiança do comércio tem 6ª queda seguida em outubro e renova mínima histórica.

Índice caiu a 80,6 pontos, após marcar 82,5 pontos no mês anterior, informou a FGV.

Desembolsos do BNDES às pequenas empresas do comércio tiveram queda de 10%, entre 2013 e 2014
Desembolsos do BNDES às pequenas empresas do comércio tiveram queda de 10%, entre 2013 e 2014
Foto: Estadão Conteúdo/Felipe Rau

SÃO PAULO - O Índice de Confiança de Comércio (Icom) recuou pela sexta vez consecutiva em outubro, perdendo 2,3 por cento e renovando a mínima histórica.
O Icom caiu a 80,6 pontos, após marcar 82,5 pontos no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta sexta-feira.

"O comércio entra no quarto trimestre do ano ainda bastante insatisfeito com os níveis de demanda e prevendo vendas fracas ao final do ano", afirmou o superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/Ibre, Aloisio Campelo Jr., em comunicado.

O que pesou principalmente sobre o resultado foi o Índice de Expectativas (IE), com recuo de 3,7 por cento, para 110,3 pontos, o menor valor da série histórica.
A queda do IE foi mais do que suficiente para ofuscar o avanço de 0,8 por cento do Índice da Situação Atual (ISA), a 50,8 pontos, após duas fortes quedas consecutivas. Mesmo com o avanço, o ISA ainda se encontra no segundo menor nível nos registros da FGV.

Reuters
http://www.dci.com.br/comercio/confianca-do-comercio-tem-6%C2%AA-queda-e-renova-minima-historica-id506052.html

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Inadimplência em setembro fica estável e juros sobem, diz BC.

No período, dívidas do consumidor se mantiveram em 4,9%, mesmo patamar registrado em agosto.
inadimplência
Inadimplência
Foto: Dreamstime
BRASÍLIA - A inadimplência no mercado de crédito no país no segmento de recursos livres ficou estável em setembro, mantendo-se no nível mais alto em mais de dois anos, num mês em que o spread bancário caiu apesar do aumento dos juros médios em meio ao cenário de recessão e inflação e desemprego em alta.

No segmento de recursos livres, que conta com taxas definidas livremente pelas instituições financeiras, a inadimplência foi de 4,9 por cento em setembro, repetindo patamar de agosto, informou o Banco Central nesta terça-feira. Trata-se do nível mais alto desde maio de 2013, quando havia alcançado 5,1 por cento
Anteriormente, a autoridade monetária havia divulgado inadimplência de 4,8 por cento para agosto, estável sobre julho.

Seguindo a dinâmica dos meses anteriores, os juros médios no segmento de recursos livres subiram a 46,2 por cento em setembro, renovando o recorde da série histórica iniciada em março de 2011 apesar de a Selic seguir estável em 14,25 por cento ao ano há cerca de três meses. Por outro lado, o spread bancário --diferença entre o custo de captação e a taxa efetivamente cobrada pelos bancos ao consumidor final-- caiu a 31,5 pontos percentuais em setembro, contra 32 pontos percentuais em agosto.

Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na semana passada, o BC optou mais uma vez pela manutenção da taxa básica de juros, após elevá-la em 3,25 pontos percentuais de outubro do ano passado a julho deste ano.
O aperto monetário buscou combater a alta da inflação, que em 12 meses se aproxima de 10 por cento pelo IPCA, acima do teto da meta do governo, de 4,5 por cento, com margem de dois pontos para mais ou para menos.

Apesar de não mexer nos juros básicos, o BC deixou claro que a convergência da inflação para o centro da meta ficará não mais para 2016, mas para 2017, em meio ao cenário de indefinições fiscais e turbulências políticas no país.
Com isso, parte do mercado crê que a Selic vá permanecer no atual patamar por um tempo mais prolongado que o projetado anteriormente.

O BC informou ainda que, em setembro, o estoque total de crédito no Brasil, incluindo recursos livres e direcionados, subiu 0,8 por cento sobre agosto, a 3,160 trilhões de reais, ou 55,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).
No acumulado do ano, o avanço foi de 4,7 por cento, sendo que o BC estima crescimento de 9 por cento no saldo total do crédito em 2015, desacelerando na comparação com o ritmo observado nos últimos anos.

Leia mais em:
Financiamento imobiliário sustenta expansão do crédito direcionado, diz BC
Reuters

http://www.dci.com.br/financas/inadimplencia-em-setembro-fica-estavel-e-juros-sobem,-diz-bc-id505105.html

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Confiança do consumidor cai 0,8% em outubro ante setembro, revela FGV. 

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 75,7 pontos e renovou a mínima histórica da série.

Cenário só será revertido com maior confiança na economia
Cenário só será revertido com maior confiança na economia
Foto: Fotos Públicas
RIO - A confiança do consumidor recuou 0,8% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta segunda-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) fechou o mês em 75,7 pontos, renovando a mínima histórica da série, iniciada em setembro de 2005. No mês passado, o indicador havia cedido 5,3% contra agosto.

"A falta de sinalizações positivas no front econômico associada às incertezas políticas mantêm a confiança no mínimo histórico. Os consumidores continuam bastante insatisfeitos com o presente e pessimistas em relação ao futuro. Houve estabilidade do índice que mede as expectativas mas, após recuo de 5,4% no mês anterior, este movimento é ainda insuficiente para sugerir a possibilidade de uma mudança de tendência", avalia a economista Viviane Seda, coordenadora da Sondagem, em nota oficial.

O resultado de outubro foi influenciado pela percepção sobre o momento corrente. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,1 pontos ante setembro, ao passar de 67,1 pontos para 65,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) ficou estável (0,0%) no período, em 81,1 pontos. Ambos os indicadores estão em mínimas históricas.

Na comparação de outubro com igual mês de 2014, o ICC recuou 24,6%. O índice, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), está desde novembro do ano passado abaixo dos 100 pontos, zona considerada desfavorável. Já a média histórica, que considera os últimos cinco anos, está em 109,4 pontos.
Segundo a FGV, o levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas realizadas entre os dias 1 e 21 deste mês.

Estadão Conteúdo
http://www.dci.com.br/economia/confianca-do-consumidor-cai-0,8-em-outubro-ante-setembro,-revela-fgv-id504776.html 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Déficit brasileiro em transações correntes é de US$3,076 bi.
 
Déficit
Déficit: o resultado de setembro veio pior que a estimativa
Da REUTERS
 
Brasília - O Brasil registrou déficit em transações correntes de 3,076 bilhões de dólares em setembro, somando em 12 meses um saldo negativo correspondente a 4,18 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central nesta sexta-feira.
O resultado de setembro veio pior que a estimativa de um déficit de 2,3 bilhões de dólares em pesquisa Reuters. Já os investimentos diretos no país (IDP) no mês somaram 6,037 bilhões de dólares, acima da expectativa de 4,5 bilhões de dólares.

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/deficit-brasileiro-em-transacoes-correntes-e-de-us-3-076-bi