Inadimplência das empresas cresceu 3,71% em novembro.
Comparação anual, entretanto, mostra desaceleração do calote.
por O Globo
SÃO PAULO - O número de empresas inadimplentes e registradas nos cadastros de devedores cresceu 3,71% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado – quando a variação havia sido de 6,80%. Entre outubro para novembro de 2017, houve leve crescimento de 0,53%. O número de dívidas teve crescimento de 2,01% em novembro na comparação anual.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) através do Indicador de Inadimplência de Pessoa Jurídica.
“Para os próximos meses, espera-se que atividade econômica siga uma lenta recuperação, e que os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política e econômica, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas limitado", avaliou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro,
Os dados mostram que o Nordeste lidera o crescimento da inadimplência das empresas. Na comparação de novembro com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 3,80%, a maior alta entre as regiões, seguida pela região Centro-Oeste, que teve um aumento de 3,50%. Em seguida aparecem as regiões Sudeste (3,30%),, Sul (3,03%) e Norte (1,96%).
Entre os segmentos devedores, as altas mais expressivas ficaram com serviços (5,91%) e comércio (2,30%), seguidos de indústria (1,88%).
https://oglobo.globo.com/economia/inadimplencia-das-empresas-cresceu-371-em-novembro-22238667
terça-feira, 2 de janeiro de 2018
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Demanda das empresas por crédito avança 9,5% em novembro.
(Foto: Divulgação) Demanda das empresas por crédito avança 9,5% em novembro
A demanda das empresas por crédito cresceu 9,5% em novembro de 2017 em comparação com o mesmo mês do ano passado (novembro/16). Foi o que apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com o mês imediatamente anterior (outubro/17), houve alta de 1,8% na demanda por crédito empresarial. Todavia, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, a demanda das empresas por crédito ainda registra queda de 1,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento econômico, aliada à queda dos juros e da inflação, bem como a uma gradual recuperação dos níveis de confiança empresarial estão, aos poucos, reanimando a busca das empresas por crédito.
Em novembro/17, houve alta interanual de 10,2% na demanda das micro e pequenas empresas por crédito. Nas médias e grandes empresas o movimento foi que queda: reduções de 5,2% nas médias e de 2,9% nas grandes empresas.
A queda da busca empresarial por crédito nos primeiros onze meses de 2017 foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas que exibiram retrações de 7,9% e de 7,1%, respectivamente. Já nas micro e pequenas empresas o recuo foi menor, de 1,6% frente ao período do janeiro a novembro de 2016.
Em novembro/17, as empresas do setor de serviços cresceram em 14,4% a sua demanda por crédito. Nas empresas comerciais a alta interanual em novembro/17 foi de 5,9% e, nas empresas do setor industrial, o crescimento foi de 4,4% frente a novembro/16.
Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas em suas demandas por crédito no acumulado de janeiro a novembro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado: Indústria (-3,4%); Comércio (-2,2%) e Serviços (-1,2%).
No acumulado dos primeiros onze meses de 2017, a demanda empresarial por crédito recuou em quase todas as regiões do país: Norte (-2,8%); Centro-Oeste (-2,6%); Nordeste (-2,4%); Sudeste (-2,3%). Apenas na região Sul, com alta de 0,1%, a demanda empresarial por crédito demonstrou crescimento no acumulado de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
(Redação – Investimentos e Notícias)
http://www.investimentosenoticias.com.br/financas-pessoais/credito/demanda-das-empresas-por-credito-avanca-9-5-em-novembro
(Foto: Divulgação) Demanda das empresas por crédito avança 9,5% em novembro
A demanda das empresas por crédito cresceu 9,5% em novembro de 2017 em comparação com o mesmo mês do ano passado (novembro/16). Foi o que apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com o mês imediatamente anterior (outubro/17), houve alta de 1,8% na demanda por crédito empresarial. Todavia, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, a demanda das empresas por crédito ainda registra queda de 1,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento econômico, aliada à queda dos juros e da inflação, bem como a uma gradual recuperação dos níveis de confiança empresarial estão, aos poucos, reanimando a busca das empresas por crédito.
Em novembro/17, houve alta interanual de 10,2% na demanda das micro e pequenas empresas por crédito. Nas médias e grandes empresas o movimento foi que queda: reduções de 5,2% nas médias e de 2,9% nas grandes empresas.
A queda da busca empresarial por crédito nos primeiros onze meses de 2017 foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas que exibiram retrações de 7,9% e de 7,1%, respectivamente. Já nas micro e pequenas empresas o recuo foi menor, de 1,6% frente ao período do janeiro a novembro de 2016.
Em novembro/17, as empresas do setor de serviços cresceram em 14,4% a sua demanda por crédito. Nas empresas comerciais a alta interanual em novembro/17 foi de 5,9% e, nas empresas do setor industrial, o crescimento foi de 4,4% frente a novembro/16.
Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas em suas demandas por crédito no acumulado de janeiro a novembro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado: Indústria (-3,4%); Comércio (-2,2%) e Serviços (-1,2%).
No acumulado dos primeiros onze meses de 2017, a demanda empresarial por crédito recuou em quase todas as regiões do país: Norte (-2,8%); Centro-Oeste (-2,6%); Nordeste (-2,4%); Sudeste (-2,3%). Apenas na região Sul, com alta de 0,1%, a demanda empresarial por crédito demonstrou crescimento no acumulado de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.
(Redação – Investimentos e Notícias)
http://www.investimentosenoticias.com.br/financas-pessoais/credito/demanda-das-empresas-por-credito-avanca-9-5-em-novembro
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
Bradesco prevê queda para inadimplência da pessoa física e PME.
Já na pessoa jurídica, de acordo com o vice-presidente do banco, é mais difícil fazer uma previsão, uma vez que esse segmento é mais volátil.
Por Estadão Conteúdo
Bradesco: "Esperamos redução das provisões para devedores duvidosos em 2018" (Pilar Olivares/Reuters)
São Paulo – O vice-presidente do Bradesco, Alexandre Gluher, afirmou que a tendência para 2018 é de continuidade de queda da inadimplência. Na pessoa física e nas pequenas e médias empresas, segundo o executivo, a trajetória de retração dos calotes está dada e deve se manter no próximo ano.
Já na pessoa jurídica, de acordo com Gluher, é mais difícil fazer uma previsão, uma vez que esse segmento é mais volátil.
Apesar disso, o executivo também espera que nessa carteira a tendência para o próximo ano, a despeito de oscilações no indicador, seja de queda.
“Esperamos redução das provisões para devedores duvidosos em 2018”, acrescentou Gluher.
Moedas digitais
Gluher afirmou que há uma euforia em torno das moedas digitais, mas que o momento ainda é de observação. “Se existisse lastro para moedas digitais seria ótimo. A tecnologia por trás das moedas digitais, o blockchain, é sensacional e pode ser usada em outras frentes”, destacou ele, em conversa com a imprensa, nesta tarde de quinta-feira, 14.
Gluher ressaltou que, como não há lastro, os bancos centrais no mundo estão preocupados com o crescimento das moedas digitais.
Fintechs
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou que todos os bancos foram impactados pelas fintechs, startups do mercado financeiro, mas a maioria das instituições está incorporando essas empresas.
Disse ainda que os grupos com atividade similar à dos bancos terão de passar pela mesma regulação e acrescentou que players já estabelecidos como o Google podem ganhar espaço em mercados que até então somente os bancos atuavam, como, por exemplo, os meios de pagamentos.
https://exame.abril.com.br/economia/bradesco-preve-queda-para-inadimplencia-da-pessoa-fisica-e-pme/
Já na pessoa jurídica, de acordo com o vice-presidente do banco, é mais difícil fazer uma previsão, uma vez que esse segmento é mais volátil.
Por Estadão Conteúdo
Bradesco: "Esperamos redução das provisões para devedores duvidosos em 2018" (Pilar Olivares/Reuters)
São Paulo – O vice-presidente do Bradesco, Alexandre Gluher, afirmou que a tendência para 2018 é de continuidade de queda da inadimplência. Na pessoa física e nas pequenas e médias empresas, segundo o executivo, a trajetória de retração dos calotes está dada e deve se manter no próximo ano.
Já na pessoa jurídica, de acordo com Gluher, é mais difícil fazer uma previsão, uma vez que esse segmento é mais volátil.
Apesar disso, o executivo também espera que nessa carteira a tendência para o próximo ano, a despeito de oscilações no indicador, seja de queda.
“Esperamos redução das provisões para devedores duvidosos em 2018”, acrescentou Gluher.
Moedas digitais
Gluher afirmou que há uma euforia em torno das moedas digitais, mas que o momento ainda é de observação. “Se existisse lastro para moedas digitais seria ótimo. A tecnologia por trás das moedas digitais, o blockchain, é sensacional e pode ser usada em outras frentes”, destacou ele, em conversa com a imprensa, nesta tarde de quinta-feira, 14.
Gluher ressaltou que, como não há lastro, os bancos centrais no mundo estão preocupados com o crescimento das moedas digitais.
Fintechs
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou que todos os bancos foram impactados pelas fintechs, startups do mercado financeiro, mas a maioria das instituições está incorporando essas empresas.
Disse ainda que os grupos com atividade similar à dos bancos terão de passar pela mesma regulação e acrescentou que players já estabelecidos como o Google podem ganhar espaço em mercados que até então somente os bancos atuavam, como, por exemplo, os meios de pagamentos.
https://exame.abril.com.br/economia/bradesco-preve-queda-para-inadimplencia-da-pessoa-fisica-e-pme/
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
Febraban: crédito para varejo acelera e inadimplência cai em 2018.
As afirmações do presidente da Febraban reforçam as indicações feitas por representantes de grandes bancos, de que o crédito está voltando a crescer.
Por Aluísio Alves, da Reuters
12 dez 2017
Finanças pessoais: "O crédito às famílias vai continuar crescendo" (George Doyle/Thinkstock)
São Paulo – O ritmo de concessões de crédito para as famílias já voltou a crescer no Brasil e manterá aceleração em 2018, disse nesta terça-feira o presidente da associação que representa bancos do país, Febraban, Murilo Portugal.
“O crédito às famílias vai continuar crescendo e os índices de inadimplência vão continuar caindo”, disse Portugal durante encontro anual do setor bancário.
Portugal citou dados de uma pesquisa recente do Banco Central com profissionais do mercado, a qual indicou que o crédito com recursos livres no país deve crescer 5,4 por cento no ano que vem, ante queda de 0,7 por cento neste ano.
As afirmações do presidente da Febraban reforçam as indicações feitas nos últimos meses por representantes de grandes bancos, de que o crédito está voltando a crescer, com destaque para as famílias.
Na semana passada, o Banco do Brasil afirmou em encontro com analistas que os segmentos pessoa física, agronegócio e pequenas e médias empresas vão liderar o crescimento do crédito em 2018.
Portugal disse também que elementos como a alta tributação e questões regulatórias impediram que os juros ofertados pelos bancos caíssem na mesma velocidade da Selic.
No mesmo evento da Febraban, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que o órgão vai estender o que chama de Agenda+, um conjunto de mudanças regulatórias, com objetivo de reduzir o preço médio do crédito no Brasil.
https://exame.abril.com.br/economia/febraban-credito-para-varejo-acelera-e-inadimplencia-cai-em-2018/
As afirmações do presidente da Febraban reforçam as indicações feitas por representantes de grandes bancos, de que o crédito está voltando a crescer.
Por Aluísio Alves, da Reuters
12 dez 2017
Finanças pessoais: "O crédito às famílias vai continuar crescendo" (George Doyle/Thinkstock)
São Paulo – O ritmo de concessões de crédito para as famílias já voltou a crescer no Brasil e manterá aceleração em 2018, disse nesta terça-feira o presidente da associação que representa bancos do país, Febraban, Murilo Portugal.
“O crédito às famílias vai continuar crescendo e os índices de inadimplência vão continuar caindo”, disse Portugal durante encontro anual do setor bancário.
Portugal citou dados de uma pesquisa recente do Banco Central com profissionais do mercado, a qual indicou que o crédito com recursos livres no país deve crescer 5,4 por cento no ano que vem, ante queda de 0,7 por cento neste ano.
As afirmações do presidente da Febraban reforçam as indicações feitas nos últimos meses por representantes de grandes bancos, de que o crédito está voltando a crescer, com destaque para as famílias.
Na semana passada, o Banco do Brasil afirmou em encontro com analistas que os segmentos pessoa física, agronegócio e pequenas e médias empresas vão liderar o crescimento do crédito em 2018.
Portugal disse também que elementos como a alta tributação e questões regulatórias impediram que os juros ofertados pelos bancos caíssem na mesma velocidade da Selic.
No mesmo evento da Febraban, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que o órgão vai estender o que chama de Agenda+, um conjunto de mudanças regulatórias, com objetivo de reduzir o preço médio do crédito no Brasil.
https://exame.abril.com.br/economia/febraban-credito-para-varejo-acelera-e-inadimplencia-cai-em-2018/
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
Número de famílias endividadas sobe para 62,2% em novembro.
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual.
Por Fernanda Nunes, do Estadão Conteúdo
Dívidas: CNC apurou a segunda queda mensal consecutiva da inadimplência, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (moodboard/Thinkstock)
Rio de Janeiro – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) captou a quinta alta consecutiva do porcentual de famílias endividadas, de 62,2%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) relativa ao mês de novembro, divulgada nesta segunda-feira, 4.
Em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual. Em outubro, a taxa foi de 59,6%.
Apesar de ter registrado mais famílias endividadas, a proporção das que possuem contas em atraso diminuiu, atingindo 25,8% do total ante 26% em outubro.
Essa é a segunda queda mensal consecutiva, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Comparado a novembro de 2016, no entanto, houve alta de 1,4 ponto porcentual.
A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, mas apresentou alta em relação aos 9,5% de novembro de 2016.
“A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”, afirma Marianne Hanson, economista da CNC.
Do total de entrevistados, 14,6% declararam estar muito endividadas, o que indica estabilidade em relação ao mês anterior. Na comparação anual, houve alta de 0,1 ponto porcentual.
O porcentual de famílias que se declararam pouco endividadas teve leve alta na comparação mensal, tendo passado de 24,5% para 24,6% do total de entrevistados.
Em relação ao mesmo período de 2016, também ocorreu aumento, de 0,6 ponto porcentual.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas ficou em 64,2 dias em novembro, superior aos 63,3 dias de novembro de 2016.
Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,3% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre as endividadas, 23,8% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.
Para 76,9% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,4%).
Os dados da Peic são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.
https://exame.abril.com.br/economia/numero-de-familias-endividadas-sobe-para-622-em-novembro/
Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual.
Por Fernanda Nunes, do Estadão Conteúdo
Dívidas: CNC apurou a segunda queda mensal consecutiva da inadimplência, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (moodboard/Thinkstock)
Rio de Janeiro – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) captou a quinta alta consecutiva do porcentual de famílias endividadas, de 62,2%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) relativa ao mês de novembro, divulgada nesta segunda-feira, 4.
Em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual. Em outubro, a taxa foi de 59,6%.
Apesar de ter registrado mais famílias endividadas, a proporção das que possuem contas em atraso diminuiu, atingindo 25,8% do total ante 26% em outubro.
Essa é a segunda queda mensal consecutiva, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Comparado a novembro de 2016, no entanto, houve alta de 1,4 ponto porcentual.
A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, mas apresentou alta em relação aos 9,5% de novembro de 2016.
“A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”, afirma Marianne Hanson, economista da CNC.
Do total de entrevistados, 14,6% declararam estar muito endividadas, o que indica estabilidade em relação ao mês anterior. Na comparação anual, houve alta de 0,1 ponto porcentual.
O porcentual de famílias que se declararam pouco endividadas teve leve alta na comparação mensal, tendo passado de 24,5% para 24,6% do total de entrevistados.
Em relação ao mesmo período de 2016, também ocorreu aumento, de 0,6 ponto porcentual.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas ficou em 64,2 dias em novembro, superior aos 63,3 dias de novembro de 2016.
Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,3% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre as endividadas, 23,8% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.
Para 76,9% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,4%).
Os dados da Peic são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.
https://exame.abril.com.br/economia/numero-de-familias-endividadas-sobe-para-622-em-novembro/
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
Famílias e empresas pagaram R$ 463 bilhões de juros em 2016.
Crescimento foi de 28,3% em relação a 2013, segundo estudo da FecomercioSP.
O Globo
21/11/2017
SÃO PAULO - As famílias e as empresas brasileiras pagaram R$ 463 bilhões em juros em 2016, o equivalente a 7,16% do Produto Interno Bruto (PIB). Em termos reais, ou seja já descontada a inflação do período, o valor é 28,3% maior em relação ao montante pago em 2013. O cálculo foi feito no estudo "Juros e Inadimplência no Brasil 2014-2016" realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Banco Central, e divulgado nesta terça-feira.
De acordo com a Fecomercio SP, essa alta ocorreu num período de recessão econômica e de redução na oferta de empréstimos. Entre 2013 e 2016, o volume de crédito com recursos livres (pessoa física e pessoa jurídica) caiu 17,4% em termos reais.
Para a FecomercioSP, o período de maior recessão da história do país (de 2014 a 2016) gerou impactos sobre os mais diversos aspectos da economia, resultando em dívida pública crescente e de magnitude crítica; inflação; desemprego e redução dos investimentos.
"Além disso, a necessidade de elevação sistemática da taxa de juros como instrumento de controle inflacionário e, principalmente, de captação de recursos para rolagem da dívida pública muito acima dos padrões aceitáveis para uma economia saudável gerou impactos financeiros diretos sobre a saúde das empresas e sobre a renda das famílias.
Do total de juros pago, a maior parte veio das famílias, que pagaram R$ 288,3 bilhões em 2016 - 4,46% do PIB. As empresas desembolsaram R$ 174,7 bilhões, o equivalente 2,7% do PIB. O valor total da inadimplência das famílias e empresas no fim de 2016 alcançou R$ 89,2 bilhões, 1,4% do PIB. A inadimplência das empresas ficou em R$ 39,6 bilhões, um aumento real de 33,5% no período.
"Mesmo diante dessas circunstâncias, em 2016, o setor privado conseguiu manter certo controle sobre seus níveis de inadimplência, que haviam crescido muito em 2015, quando chegou a R$ 40 bilhões", diz em nota a FecomercioSP.
A taxa de inadimplência das famílias saltou de 5,3% em dezembro de 2014 para 6,1% em 2016. Em termos absolutos, isso significa que a inadimplência das famílias brasileiras passou de R$ 53,9 bilhões no fim de 2013 para R$ 49,6 bilhões em dezembro de 2016.
Para a Federação, o custo elevado do crédito no Brasil é decorrente das altas taxas de juros praticadas, consequência direta do descontrole das contas públicas, "que se refletem em uma dívida gigantesca que, em meio a crescente perda de confiança dos agentes econômicos, necessita ser financiada diariamente no mercado, com juros elevados pelo risco de descontrole". Isso também torna o setor público o maior tomador de crédito, de acordo com a FecomercioSP, no qual os recursos são escassos, colaborando para fixação de um piso elevado para todos os demais tomadores.
Em junho de 2016, a dívida pública bruta atingiu R$ 4,7 trilhões, correspondentes a 73% do PIB. Para a Federação, uma dívida pública dessa dimensão exerce pressão na fixação dos juros na economia. Na avaliação da entidade, com uma dívida pública menor, a taxa de juros necessária para seu financiamento também seria proporcionalmente inferior ao dos patamares atuais.
https://oglobo.globo.com/economia/familias-empresas-pagaram-463-bilhoes-de-juros-em-2016-22093930
Crescimento foi de 28,3% em relação a 2013, segundo estudo da FecomercioSP.
O Globo
21/11/2017
SÃO PAULO - As famílias e as empresas brasileiras pagaram R$ 463 bilhões em juros em 2016, o equivalente a 7,16% do Produto Interno Bruto (PIB). Em termos reais, ou seja já descontada a inflação do período, o valor é 28,3% maior em relação ao montante pago em 2013. O cálculo foi feito no estudo "Juros e Inadimplência no Brasil 2014-2016" realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Banco Central, e divulgado nesta terça-feira.
De acordo com a Fecomercio SP, essa alta ocorreu num período de recessão econômica e de redução na oferta de empréstimos. Entre 2013 e 2016, o volume de crédito com recursos livres (pessoa física e pessoa jurídica) caiu 17,4% em termos reais.
Para a FecomercioSP, o período de maior recessão da história do país (de 2014 a 2016) gerou impactos sobre os mais diversos aspectos da economia, resultando em dívida pública crescente e de magnitude crítica; inflação; desemprego e redução dos investimentos.
"Além disso, a necessidade de elevação sistemática da taxa de juros como instrumento de controle inflacionário e, principalmente, de captação de recursos para rolagem da dívida pública muito acima dos padrões aceitáveis para uma economia saudável gerou impactos financeiros diretos sobre a saúde das empresas e sobre a renda das famílias.
Do total de juros pago, a maior parte veio das famílias, que pagaram R$ 288,3 bilhões em 2016 - 4,46% do PIB. As empresas desembolsaram R$ 174,7 bilhões, o equivalente 2,7% do PIB. O valor total da inadimplência das famílias e empresas no fim de 2016 alcançou R$ 89,2 bilhões, 1,4% do PIB. A inadimplência das empresas ficou em R$ 39,6 bilhões, um aumento real de 33,5% no período.
"Mesmo diante dessas circunstâncias, em 2016, o setor privado conseguiu manter certo controle sobre seus níveis de inadimplência, que haviam crescido muito em 2015, quando chegou a R$ 40 bilhões", diz em nota a FecomercioSP.
A taxa de inadimplência das famílias saltou de 5,3% em dezembro de 2014 para 6,1% em 2016. Em termos absolutos, isso significa que a inadimplência das famílias brasileiras passou de R$ 53,9 bilhões no fim de 2013 para R$ 49,6 bilhões em dezembro de 2016.
Para a Federação, o custo elevado do crédito no Brasil é decorrente das altas taxas de juros praticadas, consequência direta do descontrole das contas públicas, "que se refletem em uma dívida gigantesca que, em meio a crescente perda de confiança dos agentes econômicos, necessita ser financiada diariamente no mercado, com juros elevados pelo risco de descontrole". Isso também torna o setor público o maior tomador de crédito, de acordo com a FecomercioSP, no qual os recursos são escassos, colaborando para fixação de um piso elevado para todos os demais tomadores.
Em junho de 2016, a dívida pública bruta atingiu R$ 4,7 trilhões, correspondentes a 73% do PIB. Para a Federação, uma dívida pública dessa dimensão exerce pressão na fixação dos juros na economia. Na avaliação da entidade, com uma dívida pública menor, a taxa de juros necessária para seu financiamento também seria proporcionalmente inferior ao dos patamares atuais.
https://oglobo.globo.com/economia/familias-empresas-pagaram-463-bilhoes-de-juros-em-2016-22093930
quinta-feira, 16 de novembro de 2017
Micros e pequenas empresas têm inadimplência recorde.
Em agosto, 4,8 milhões dessas companhias estavam inadimplentes.
Apesar da queda da inflação, do recuo dos juros e da melhora da confiança dos empresários e dos consumidores, o quadro para as micro e pequenas empresas segue difícil. Em agosto, 4,8 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes no Brasil. É uma marca recorde.
Em um ano, o número de companhias desse porte que não conseguiram pagar em dia as suas dívidas aumentou 14%. No período, 600 mil, em todo o País, engrossaram a lista de inadimplentes, aponta um estudo da Serasa Experian, consultoria especializada em informações econômicas e financeiras.
"Essas micros e pequenas representavam 93% do total de companhias inadimplentes no Brasil em agosto deste ano", afirma o economista Luiz Rabi, responsável pelo estudo. Em agosto, existiam 5,1 milhões de empresas, de todos os portes, que estavam na lista de devedores e com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) negativado. Isto é, elas estavam impedidas de fazer transações bancárias.
O estudo considera como pequena e microempresa companhias com faturamento anual de até R$ 4 milhões. O critério de inadimplência varia e depende do parâmetro usado pelo credor que enviou o CNPJ para a lista da Serasa. A maior parte das dívidas em atraso (75%) é não bancária. Isto é, são pendências com fornecedores e factorings, com quem os empresários costumam descontar as duplicatas.
Primeiro estudo
O economista observa que foi a primeira vez que foi feito um estudo para avaliar a inadimplência das empresas segmentado por tamanho: "Observamos que a inadimplência do consumidor vem caindo por conta da queda dos juros e da inflação. E a inadimplência das pessoas jurídicas não para de crescer." Os resultados mostraram que a inadimplência das pessoas jurídicas foi puxada pelo avanço do calote das micro e pequenas empresas.
Em março deste ano, havia 5 milhões de empresas de todos os portes inadimplentes, segundo a Serasa. Destas, 4,1 milhões ou 82% eram pequenas e microempresas. Desde junho, o total de empresas com dívidas em atraso ficou estabilizado em 5,1 milhões e o número de pequenas e microempresas inadimplentes avançou.
O economista explica que as médias e grandes empresas conseguiram sair da lista de inadimplentes favorecidas pelo aumento das exportações. Já a pequenas e microempresas, que dependem basicamente das vendas no mercado interno e não exportam, viram a situação piorar porque a recuperação do consumo doméstico é gradual. Das 4,8 milhões de pequenas e microempresas inadimplentes, 45,4% são prestadoras de serviços, quase a mesma fatia (45,3%) atua no comércio e 8,8% são empresas industriais.
O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, diz que apesar de as expectativas dos pequenos e microempresários em relação ao futuro terem melhorado, os dados concretos revelados por um pesquisa feita pelo Simpi em setembro indicam que a situação é preocupante porque o mercado interno continua em crise e as pequenas e microempresas têm como alvo esse setor. Metade das micro e pequenas indústrias não tem capital de giro para passar o mês: "O crédito a custos reduzidos não chegou na ponta para o pequeno e microempresário."
epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/10/micros-e-pequenas-empresas-tem-inadimplencia-recorde.html
Em agosto, 4,8 milhões dessas companhias estavam inadimplentes.
Apesar da queda da inflação, do recuo dos juros e da melhora da confiança dos empresários e dos consumidores, o quadro para as micro e pequenas empresas segue difícil. Em agosto, 4,8 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes no Brasil. É uma marca recorde.
Em um ano, o número de companhias desse porte que não conseguiram pagar em dia as suas dívidas aumentou 14%. No período, 600 mil, em todo o País, engrossaram a lista de inadimplentes, aponta um estudo da Serasa Experian, consultoria especializada em informações econômicas e financeiras.
"Essas micros e pequenas representavam 93% do total de companhias inadimplentes no Brasil em agosto deste ano", afirma o economista Luiz Rabi, responsável pelo estudo. Em agosto, existiam 5,1 milhões de empresas, de todos os portes, que estavam na lista de devedores e com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) negativado. Isto é, elas estavam impedidas de fazer transações bancárias.
O estudo considera como pequena e microempresa companhias com faturamento anual de até R$ 4 milhões. O critério de inadimplência varia e depende do parâmetro usado pelo credor que enviou o CNPJ para a lista da Serasa. A maior parte das dívidas em atraso (75%) é não bancária. Isto é, são pendências com fornecedores e factorings, com quem os empresários costumam descontar as duplicatas.
Primeiro estudo
O economista observa que foi a primeira vez que foi feito um estudo para avaliar a inadimplência das empresas segmentado por tamanho: "Observamos que a inadimplência do consumidor vem caindo por conta da queda dos juros e da inflação. E a inadimplência das pessoas jurídicas não para de crescer." Os resultados mostraram que a inadimplência das pessoas jurídicas foi puxada pelo avanço do calote das micro e pequenas empresas.
Em março deste ano, havia 5 milhões de empresas de todos os portes inadimplentes, segundo a Serasa. Destas, 4,1 milhões ou 82% eram pequenas e microempresas. Desde junho, o total de empresas com dívidas em atraso ficou estabilizado em 5,1 milhões e o número de pequenas e microempresas inadimplentes avançou.
O economista explica que as médias e grandes empresas conseguiram sair da lista de inadimplentes favorecidas pelo aumento das exportações. Já a pequenas e microempresas, que dependem basicamente das vendas no mercado interno e não exportam, viram a situação piorar porque a recuperação do consumo doméstico é gradual. Das 4,8 milhões de pequenas e microempresas inadimplentes, 45,4% são prestadoras de serviços, quase a mesma fatia (45,3%) atua no comércio e 8,8% são empresas industriais.
O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, diz que apesar de as expectativas dos pequenos e microempresários em relação ao futuro terem melhorado, os dados concretos revelados por um pesquisa feita pelo Simpi em setembro indicam que a situação é preocupante porque o mercado interno continua em crise e as pequenas e microempresas têm como alvo esse setor. Metade das micro e pequenas indústrias não tem capital de giro para passar o mês: "O crédito a custos reduzidos não chegou na ponta para o pequeno e microempresário."
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