segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Entre 12 maiores economias, Brasil será a única em recessão.

Rio de Janeiro
Entre as 12 maiores economias e blocos econômicos do mundo, país é o único que deve registrar queda do PIB no ano que vem
Fernando Nakagawa, do Estadão Conteúdo
Correspondente, do Estadão Conteúdo

Londres - Entre as 12 maiores economias e blocos econômicos do mundo com previsões no novo relatório "Global Economics Analyst" produzido pelo Goldman Sachs, o Brasil é o único que deve registrar queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016. Para o banco, todos os demais países devem ter crescimento no próximo ano. Até mesmo a Rússia - país que divide com o Brasil o posto de pior desempenho do G-20 - voltará a registrar expansão no próximo ano.

De acordo com o relatório divulgado na última semana em Londres, a economia brasileira seguirá em recessão mesmo no ano da Olimpíada no Rio de Janeiro, quando terá contração de 1,6%.
A Rússia, país que deve ter contração do PIB de 3,5% neste ano, caminha para a recuperação e deve ter expansão da economia de 1,5% no próximo ano, prevê o banco. Outros grandes emergentes terão desempenho muito superior ao esperado para o Brasil: Índia terá avanço de 7,8% e China, 6,4%.
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No grupo dos desenvolvidos, não há nenhum país com números negativos. Os Estados Unidos devem crescer 2,2% em 2016, o Japão terá avanço de 1% e o conjunto da zona do euro, 1,7%, prevê o Goldman Sachs. Entre os europeus, o crescimento deverá ser liderado pelo Reino Unido (+2,7%) seguido pela Espanha (2,5%), Alemanha (+1,8%), Itália (+1,6%) e a França (+1,4%).

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/brasil-sera-unico-em-recessao-em-2016-aponta-goldman-sachs

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Desembolsos do BNDES somam R$105,5 bi até outubro, queda de 28%.

Aprovações de empréstimos, no valor de R$ 81 bilhões, caíram 46%, mesmo percentual de recuo das consultas.

Setor de infraestrutura foi o que mais demandou financiamentos do BNDES e recebeu R$ 40,8 bilhões
Setor de infraestrutura foi o que mais demandou financiamentos do BNDES e recebeu R$ 40,8 bilhões
Foto: Dreamstime
SÃO PAULO - Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) somaram 105,5 bilhões de reais entre janeiro e outubro deste ano, queda de 28 por cento na comparação com o mesmo período de 2014, informou a instituição nesta quinta-feira.

As aprovações de empréstimos, no total de 81 bilhões de reais, recuaram 46 por cento, mesmo percentual de redução das consultas, que totalizaram 108,6 bilhões de reais. No período, o setor de infraestrutura, foi o que mais demandou financiamentos do banco e recebeu 40,8 bilhões de reais.

Reuters
http://www.dci.com.br/financas/desembolsos-do-bndes-caem-28-ate-outubro,-para%C2%A0r$-105,5-bi-id510463.html

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Atividade econômica do Brasil encolhe pelo quarto trimestre seguido, mostra BC.

IBC-Br registrou recuo de 0,50 por cento em setembro, depois de cair 0,76 por cento em agosto.

dinheiro cédulas crédito inflação financiamento endividamento inadimplência
Dinheiro cédulas crédito inflação financiamento endividamento inadimplência
Foto: Frederico Cardoso/Dreamstime
SÃO PAULO - A atividade econômica brasileira encerrou com contração de 1,41 por cento o terceiro trimestre, o quarto seguido de perdas num ambiente de incertezas fiscais e políticas no país.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta quarta-feira, espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), registrou recuo de 0,50 por cento em setembro, depois de cair 0,76 por cento em agosto, segundo dados divulgados pelo BC nesta quarta-feira.
O resultado de setembro, o quarto mês seguido de perdas este ano na base mensal, foi levemente melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters com analistas, de queda de 0,60 por cento.

O terceiro trimestre é o quarto seguido em que o IBC-Br mostra recuo, após taxas negativas de 2,09 por cento no segundo, 1,05 por cento no primeiro e de 0,50 por cento no quarto trimestre de 2014.
O BC ainda apontou que o IBC-Br caiu 5,85 por cento em setembro sobre o mesmo mês do ano passado, chegando a uma queda acumulada de 3,37 por cento no ano e de 2,73 por cento em 12 meses, sempre em números dessazonalizados.

O resultado aprofunda ainda mais o cenário de recessão do país, na qual o Brasil entrou no segundo trimestre, quando encolheu 1,9 por cento sobre os três meses anteriores segundo os dados do IBGE.
Nesse ambiente, os resultados negativos de vários setores da atividade vêm se repetindo de forma recorrente, somando-se aos juros e inflação altos, piora do mercado de trabalho e confiança em deterioração diante das incertezas políticas.
Em setembro, a produção industrial registrou queda de 1,3 por cento sobre agosto, pior resultado para o mês na série histórica, enquanto as vendas no varejo recuaram 0,5 por cento.

Segundo a pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, a expectativa é de que o PIB registre contração de 3,10 por cento este ano, com a fraqueza avançando para 2016, quando a queda esperada é de 2 por cento.
O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, assim como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Reuters
http://www.dci.com.br/economia/atividade-economica-encolhe-pelo-4%C2%BA-trimestre-seguido,-diz-bc-id510111.html

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Câmbio para fim de 2015 cai de R$ 4,00 para R$ 3,96, prevê Focus.

Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20.

Funcionária conta notas de dólar norte-americano em casa de câmbio em Hanói
Funcionária conta notas de dólar norte-americano em casa de câmbio em Hanói
Foto: Reuters
BRASÍLIA - O Relatório de Mercado Focus divulgado na manhã desta segunda-feira, 16, pelo Banco Central trouxe uma queda das previsões para a cotação do dólar depois de uma semana de estabilidade. De acordo com o boletim, a moeda deve chegar ao final deste ano comercializada a R$ 3,96 e não mais a R$ 4,00 como era o esperado até a semana passada e também um mês antes. Com isso, o câmbio médio de 2015 caiu de R$ 3,40 para R$ 3,39 - quatro edições da pesquisa atrás, a mediana das expectativas estava em R$ 3,41.
Para o encerramento de 2016, a mediana das estimativas para o dólar seguiu em R$ 4,20 de uma semana para outra. Há quatro edições do Focus a perspectiva era de uma cotação de R$ 4,13. Já o ponto central da pesquisa para a cotação média de 2016 diminuiu de R$ 4,11 para R$ 4,08 de uma semana para outra. Um mês antes, a mediana estava em R$ 4,03.

Superávit comercial
O Relatório Focus voltou a trazer melhoras das estimativas do mercado financeiro para o setor externo. No caso da balança comercial, a mediana das projeções para 2015 subiu de US$ 14,60 bilhões para US$ 14,95 bilhões de uma semana para outra. Quatro boletins atrás, estava em US$ 13,20 bilhões.
Para 2016, o ponto central da pesquisa também foi deslocado de US$ 29,00 bilhões para US$ 30,55 bilhões - quatro edições atrás do documento, estava em US$ 25,00 bilhões.
As previsões para a conta corrente, por sua vez, passaram por ajustes para baixo ante a semana anterior. No caso de 2015, passou de US$ 65,00 bilhões, mesma previsão apontada um mês antes - para US$ 64,85 bilhões. Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo diminuiu de US$ 42,55 bilhões para US$ 40,95 bilhões - um mês antes estava em US$ 47,75 bilhões.
Nos últimos meses, segundo participantes, os analistas tentam reestimar as projeções levando em consideração a mudança de metodologia da nota do setor externo, em abril. A mediana das previsões para o novo Investimento Direto no País (IDP) subiu de US$ 62,30 bilhões para US$ 62,80 bilhões para 2015, mas caiu de US$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões no caso de 2016, após quatro semana de estabilidade.

Estadão Conteúdo
http://www.dci.com.br/economia/cambio-para-fim-de-2015-cai-de-r$-4,00-para-r$-3,96,-preve-focus-id509477.html

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

BNDES tem alta de 62% no lucro do 3º tri a R$3,1 bi.

Intermediação financeira impactou positivamente no resultado, segundo o banco.


Sede do BNDES (à direita) no centro do Rio de Janeiro.
Sede do BNDES (à direita) no centro do Rio de Janeiro.
Foto: Reuters
SÃO PAULO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta sexta-feira lucro de 3,1 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de 62 por cento sobre um ano antes.
Segundo o banco de fomento, a melhora do resultado final de julho a setembro foi influenciado, entre outras coisas, pelo aumento do resultado de intermediação financeira.

Reuters
http://www.dci.com.br/financas/bndes-tem-alta-de-62-no-lucro-do-3%C2%BA-tri-a-r$3,1-bi-id509061.html

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Inadimplência de empresas de emergentes deve aumentar para 7% em 2016, diz Barclays.

Patamar seria quase o dobro dos níveis registrados neste ano com um cenário global difícil para crédito.
Barclays disse que a inadimplência de dívidas dos últimos 12 meses para empresas de mercados emergentes com classificações ruins agora está em 3,8%
Barclays disse que a inadimplência de dívidas dos últimos 12 meses para empresas de mercados emergentes com classificações ruins agora está em 3,8%
Foto: Forest Path/Dreamstime
LONDRES - A taxa de inadimplência de empresas de países emergentes pode atingir 7 por cento até o fim de 2016, quase o dobro dos níveis deste ano, diante de um cenário global mais difícil para financiamentos, segundo o banco de investimentos Barclays.

Empresas que embarcaram numa farra de empréstimos durante os anos de crédito fácil após 2009 enfrentam um aumento nos custos dos financiamentos conforme o Federal Reserve se prepara para elevar as taxas de juros dos Estados Unidos. O aumento chegará quando dívidas assumidas por volta de 2010 começarem a vencer.

Em uma nota recebida nesta terça-feira, o Barclays disse que a inadimplência de dívidas dos últimos 12 meses para empresas de mercados emergentes com classificações ruins agora está em 3,8 por cento, após subir de maneira constante desde a mínima recorde de 0,7 por cento atingida em 2011.

O banco vê o índice em 6,5 a 7 por cento até o fim de 2016.
"O aumento do Fed deve manter a volatilidade de câmbio elevada; os preços das commodities devem seguir sob pressão; as condições bancárias para empréstimos em mercados emergentes podem ficar mais difíceis. 

Acreditamos que estes fatores, junto com alto custo de financiamento, contribuirão para taxas de inadimplência maiores nos emergentes em 2016", disse o Barclays.

Reuters
http://www.dci.com.br/internacional/inadimplencia-de-empresas-de-emergentes-deve-aumentar-para-7-em-2016,-diz-barclays-id508184.html

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Trabalhador por conta própria ganha força, mas informalidade aumenta.

Mais de 22 milhões de brasileiros têm empreendimentos sem empregados remunerados. Quase um milhão de pessoas entraram no setor, que surge como uma alternativa ao emprego formal.


São Paulo - O número de brasileiros que tem seu próprio empreendimento e não conta com empregados aumentou quase um milhão durante o último ano. Já são mais de 22 milhões de conta própria no País.
O segmento teve expansão de 4,4% em 12 meses, levando a quantidade de brasileiros que trabalham por conta a 22,1 milhões no trimestre encerrado em agosto. Em igual período de 2014, 21,2 milhões de pessoas se encontravam nessa situação. As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Esse aumento está ligado ao processo migratório de pessoas que eram trabalhadores com carteira, deixaram o mercado formal e abriram seus empreendimentos. Há uma migração da formalidade para a informalidade", comentou Cimar Azeredo, coordenador no IBGE.

A quantidade de trabalhadores com carteira assinada caiu 3% em um ano, o que significa o fechamento de 1,09 milhão de vagas formais em doze meses. No trimestre encerrado em agosto deste ano, 35,5 milhões de brasileiros estavam nessa situação.
Para Antonio Carlos Alves dos Santos, professor de economia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), "esse aumento [da informalidade] é negativo pois, como não há recolhimento de tributos, há impacto na arrecadação e, para a previdência, isso é uma grande tragédia". Ele ponderou, porém, que "nem todo o conta própria trabalha informalmente".
Santos considera que "em uma análise otimista, pode-se pensar que existem algum novos empreendimentos que começam pequenos e informais e, depois, se transformam e crescem". Mas completou que "no geral, isso não costuma acontecer". Ele disse que "é complicado passar para a formalidade no Brasil" e que "não há incentivo para isso, principalmente por causa da carga tributária e da burocracia envolvidas". Santos concluiu: "se você cria o hábito de viver na informalidade, é difícil mudar mais tarde".
Cimar Azeredo falou também ao DCI sobre as áreas com presença mais destacada dos conta própria no País. "O maior número está no comercio, com 4,6 milhões. Depois, aparecem a área agrícola, com 4,5 milhões e a de construção, com 3,6 milhões. Proporcionalmente, há maior presença na área de construção, com os conta própria representando 50% do contingente".

Ao mesmo tempo, segundo o IBGE, a renda média dos conta própria baixou para R$ 1.425 no trimestre encerrado em agosto, queda de 1,8% em um ano. O rendimento é inferior ao dos trabalhadores com carteira assinada (R$ 1.794), servidores do setor público (R$ 2.817) e dos empregadores, os patrões (R$ 5.048). Procurar um trabalho e não encontra-lo já é parte da rotina de 8,8 milhões de brasileiros, um crescimento de 29,6% na comparação entre os trimestres encerrados em agosto deste ano e de 2014.
A taxa de desemprego chegou a 8,7% no oitavo mês de 2015, ante 6,9% em igual período do ano passado. E esse aumento também está ligado à expansão dos conta própria.

Desemprego
"Você perde seu emprego com carteira e abre o seu próprio empreendimento, ficando sem plano de saúde e outros benefícios e com um salário menor. Isso faz com que seu filho ou sua mulher passe a buscar emprego também. Ou seja, essa perda de estabilidade faz com que mais pessoas entrem no mercado de trabalho, principalmente para compor a renda familiar", concluiu Azeredo.

Renato Ghelfi

http://www.dci.com.br/economia/trabalhador-por-conta-propria-avanca,-mas-informalidade-sobe-id507728.html