terça-feira, 14 de julho de 2015

Inadimplência sobe 4,52% em junho de 2015 ante junho de 2014, diz CNDL.

As consecutivas altas da inadimplência coincidem com a piora dos indicadores macroeconômicos, como inflação, renda e emprego.
inadimplência falência endividamento dívidas contas
Inadimplência falência endividamento dívidas contas
Foto: Forest Path/Dreamstime
BRASÍLIA - O número de consumidores inadimplentes aumentou 4,52% em junho de 2015 em relação ao mesmo mês do ano passado. De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgados nesta terça-feira, 14, a alta foi menor do que a registrada em maio, de 4,79%. Em abril, o número de consumidores com contas em atraso havia subido 5,02% nessa mesma base de comparação.

Com o resultado do mês passado, a inadimplência acumulada nos primeiros seis meses do ano está em 4,60%. As entidades informaram também que o crescimento observado em junho indica uma acomodação do indicador. Na comparação com maio deste ano, a inadimplência em junho apresentou uma queda 0,03%. No mês passado, havia cerca de 56,5 milhões de consumidores com o nome inscrito no SPC.

De acordo com a confederação, as consecutivas altas da inadimplência no segundo trimestre deste ano coincidem com a piora dos indicadores macroeconômicos, como inflação, renda e emprego, que estariam afetando a capacidade de pagamento das famílias. A CNDL lembra que, ao longo do segundo semestre de 2014, o indicador vinha sendo puxado para baixo por conta da menor disponibilidade de crédito na economia. A partir de março, no entanto, passou a ser verificado um novo repique da inadimplência.

Estadão Conteúdo
http://www.dci.com.br/investimentos-&-financas-pessoais/inadimplencia-sobe-4,52-em-junho-ante-mesmo-mes-de-2014-id481309.html

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Participação do FMI em resgate à Grécia depende de pagamento de dívida.

BRUXELAS - A participação do Fundo Monetário Internacional (FMI) no possível novo programa de ajuda financeira à Grécia está condicionada ao pagamento do que o país deve ao fundo, informou nesta segunda-feira a Comissão Europeia, o braço executivo da União Europeia.

Na manhã de hoje, líderes dos países membros da zona do euro concordaram em oferecer 86 bilhões de euros em um novo programa de ajuda financeira à Grécia, o terceiro desde a crise internacional de 2008, sob a condição de que o governo grego, liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, anuncie medidas de austeridade nos próximos dias.

"Quanto à participação do FMI no programa, está claro que ela só ocorrerá se a Grécia pagar o que deve ao fundo", disse o porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas. No último dia 30 de junho, a Grécia deveria ter pagado 1,55 bilhão de euros ao fundo, mas acabou dando o calote. Fonte: Dow Jones Newswires.

Estadão Conteúdo

http://www.dci.com.br/internacional/participacao-do-fmi-em-resgate-a-grecia-depende-de-pagamento-de-divida-id480977.html

sexta-feira, 10 de julho de 2015

No 1º semestre, dívidas protestadas têm alta de 25%.

Álvaro Campos, do Estadão Conteúdo

Dívidas, cartões de crédito
Dívidas: Na subdivisão por tipo de cliente protestado, as empresas subiram 20,9%, enquanto os consumidores tiveram alta de 30,7%
São Paulo - O volume total de dívidas protestadas no País registrou alta de 25% no primeiro semestre de 2015, ante igual intervalo de 2014, segundo pesquisa da Boa Vista SCPC. 
Na subdivisão por tipo de cliente protestado, as empresas subiram 20,9%, enquanto os consumidores tiveram alta de 30,7%. 
Somente em junho, os protestos subiram 46,4% em relação a junho do ano passado (+41,0% para empresas e +55,5% para consumidores), mas caíram 3,5% na comparação com maio deste ano (-3,2% para empresas e -3,9% para consumidores).O valor médio dos títulos protestados para o mês de junho foi de R$ 3.733,00. Para as pessoas físicas, o valor correspondeu a R$ 2.054 e, para as jurídicas, a R$ 4.836,00. 
Na divisão por regiões, os títulos de empresas protestados em junho subiram 49,0% no Centro-Oeste na comparação anual, 47,2% no Sul, 43,4% no Sudeste, 36,5% no Norte e 18,1% no Nordeste.
O indicador da Boa Vista de títulos protestados mostra a evolução da quantidade de anotações negativas referentes a protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.

http://exame.abril.com.br/economia/noticias/no-1o-semestre-dividas-protestadas-tem-alta-de-25

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Inadimplência do consumidor sobe 0,3% em junho ante maio.

No acumulado de 12 meses, índice de calotes apresenta alta de 1,5%, aponta Boa Vista SCPC.
No setor varejista, inadimplência dos consumidores aumentou 1,9% em junho contra maio
No setor varejista, inadimplência dos consumidores aumentou 1,9% em junho contra maio
Foto: Angel Vasilev/Dreamstime  
          
SÃO PAULO - A inadimplência ao consumidor subiu 0,3% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, de acordo com pesquisa da Boa Vista SCPC. Na comparação com junho do ano passado, o avanço foi de 1,2%. Já no acumulado em 12 meses até junho, ante igual intervalo de 2014, a inadimplência subiu 1,5%.
Segundo os economistas da Boa Vista, mesmo com a piora de diversos indicadores macroeconômicos nos últimos meses, como o aumento da desocupação no mercado de trabalho e elevação dos juros e tributos, o consumidor se mantém cauteloso e isso contribui para que ainda não seja observada uma maior deterioração na inadimplência das famílias. Com isso, a empresa estima que o indicador encerre 2015 com crescimento em torno de 3,0%.
Na análise geográfica, todas as regiões apresentaram queda da inadimplência na margem, exceto o Sudeste, onde os números registraram alta de 1,9%. No Norte houve retração de 3,4%, seguido do Centro-Oeste (-1,8%), Nordeste (-1,2%) e Sul (-1,2%).
Considerando apenas o setor varejista, a inadimplência avançou 1,9% em junho ante maio no âmbito nacional. Na comparação com junho do ano passado houve queda de 0,5%. E no acumulado em 12 meses ante igual intervalo de 2014 a retração é de 9,2%.
O indicador de inadimplência do consumidor é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011=100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal.
Estadão Conteúdo

http://www.dci.com.br/economia/inadimplencia-do-consumidor-sobe-0,3-em-junho-ante-maio-id480113.html

terça-feira, 7 de julho de 2015

Atividade do comércio tem pior 1º semestre desde 2003, aponta Serasa.

Índice avançou apenas 2,6 em relação à primeira metade do ano passado.

Serasa: atividade do comércio tem pior 1º semestre desde 2003
Serasa: atividade do comércio tem pior 1º semestre desde 2003
Foto: Fotos Públicas
SÃO PAULO - A atividade no comércio registrou nos seis primeiros meses de 2015 o pior primeiro semestre desde 2003, segundo pesquisa da Serasa Experian, com alta de apenas 2,6% em relação à primeira metade do ano anterior. Além disso, trata-se do segundo pior resultado da série histórica, melhor apenas que a queda de 6,9% observada no primeiro semestre de 2002.
Segundo os economistas da Serasa, a queda dos níveis de confiança dos consumidores, a alta da inflação, a elevação das taxas de juros e, mais recentemente, o aumento do desemprego, prejudicaram a atividade varejista no primeiro semestre de 2015, determinando o fraco desempenho observado na movimentação dos consumidores nas lojas de todo o País.
Em junho, a atividade do comércio subiu 0,3% ante maio e avançou 7,8% na comparação com junho do ano passado. Na margem, o melhor resultado foi de materiais de construção, que subiu 1,1%. Combustíveis e lubrificantes avançaram 0,4% e supermercados, hipermercados, alimentos e bebidas tiveram alta de 0,2%. Já veículos, motos e peças despencaram 7,2%, móveis, eletroeletrônicos e informática recuaram 2,3% e tecidos, vestuário, calçados e acessórios encolheram 1,0%.
O indicador da Serasa de atividade no comércio é construído, exclusivamente, pelo volume de consultas mensais realizadas por estabelecimentos comerciais à base de dados da companhia. As consultas (nas formas de taxas de crescimentos) são tratadas estatisticamente pelo método das médias aparadas com corte de 20% nas extremidades superiores e inferiores. A amostra é composta de cerca de 6 mil empresas comerciais e o indicador, com início em janeiro de 2000, é segmentado em seis ramos de atividade.

Estadão Conteúdo

http://www.dci.com.br/comercio/atividade-do-comercio-tem-pior-1%C2%BA-semestre-desde-2003-id479715.html

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Biodiesel evita importação de US$ 166 milhões em petróleo.

Aumento na mistura do biocombustível ao diesel mineral, de 5% para 7%, gera economia de 325 mi de litros que seriam comprados no exterior até maio.

Capacidade ociosa das usinas diminuiu 20% com o aumento da demanda desde o ano passado
Capacidade ociosa das usinas diminuiu 20% com o aumento da demanda desde o ano passado
Foto: Divulgação
São Paulo - A elevação na mistura de biodiesel ao diesel mineral, de 5% para 7%, aprovada em 2014, gerou uma economia milionária ao País até maio. Para 2015, estima-se que cerca de US$ 250 milhões deixem de ser gastos com importações do combustível fóssil.
Levantamento divulgado ontem (2) pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mostra que, só nos cinco primeiros meses do ano, o uso do biocombustível produzido no Brasil evitou a entrada de 325 milhões de litros em combustíveis. Isso significa uma redução de US$ 166 milhões na conta petróleo.
De acordo com a entidade, apesar da queda, o País ainda importou 3,6 bilhões de litros no período, tamanha a dependência do mercado externo para este segmento.
Cenário
O assessor econômico da Abiove, Leonardo Zilio, disse ao DCI que o setor encerrou 2014 com 19% de dependência das importações. Entretanto, após anos de estagnação, a produção de biodiesel teve aumento de 26% nos quatro primeiros meses de 2015, em relação ao mesmo período do ano passado, ao atingir 1,27 bilhão de litros.
"Para o ano, estimamos que a produção pode ficar entre 4 e 4,2 bilhões de litros, tudo vai depender de como vai se comportar o mercado. Porém, o volume representa um incremento próximo de 20% sobre os 3,42 bilhões produzidos em 2014", diz.
Fatores como a demanda, composição de preços e estimativa de produção também estão fortemente atrelados ao andamento do câmbio e do comportamento de valores para o barril de petróleo.
Em linhas gerais, a situação econômica do País tem puxado para baixa o consumo de todos os combustíveis. Neste contexto, os biocombustíveis ganharam espaço diante dos fósseis. Um exemplo claro é o etanol hidratado, que sentiu aumento na demanda como alternativa ao abastecimento com gasolina mais cara.
No caso do biodiesel, o único fator que gera ganho de demanda é o aumento na mistura, o que já é suficiente para beneficiar toda a cadeia produtiva que passa, inclusive, pelo pequeno produtor.
"Entre 20% e 30% de toda a matéria-prima para a produção de biodiesel vem da agricultura familiar, são mais de 100 mil famílias envolvidas. Essa melhoria de cenário os beneficia diretamente", conta o especialista da Abiove. Segundo a entidade, o Centro-Oeste mantém-se como região responsável pela maior parte da produção nacional do biocombustível (43%), seguida das regiões Sul (38%), Nordeste (8%), Sudeste (8%) e Norte (3%).

Impacto industrial
Um benefício ao segmento agroindustrial foi o crescimento no uso da capacidade instalada. Zilio destaca que o setor trabalhava com níveis altíssimos de ociosidade, entre 60% e 65%. Atualmente, este percentual caiu para 40%, ainda elevado, porém houve avanço.
O biodiesel é vendido pelas usinas, em média, a R$ 2,01/ litro. O diesel B atingiu R$ 2,49/litro em junho, alta de 13% na variação anual.
Já o diesel S-10 - que responde por cerca de 25% do mercado nacional de diesel - custa para as distribuidoras R$ 2,62/ litro.

Nayara Figueiredo

http://www.dci.com.br/agronegocios/biodiesel-evita-importacao-de-us$-166-milhoes-em-petroleo-id478933.html

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dólar desvaloriza 0,34% para R$ 3,10.

Moeda acumula queda de 2,46% em junho e de 2,57% no segundo trimestre.

Segundo a BM&FBovespa, giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhões
Segundo a BM&FBovespa, giro financeiro ficou em torno de US$ 1,3 bilhões
Foto: Reuters
SÃO PAULO - O dólar fechou em queda frente ao real nesta terça-feira e encerrou junho em baixa, devido a expectativas de entradas de recursos diante de perspectivas de juros altos no Brasil, movimento que deve continuar no curtíssimo prazo e sustentar a divisa perto do atual patamar, um pouco acima de 3 reais.
A moeda norte-americana caiu 0,34 por cento nesta sessão, a 3,1089 reais na venda. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,3 bilhão de dólares.
Em junho, o dólar acumulou queda de 2,46 por cento e, no segundo trimestre, de 2,57 por cento, a primeira queda trimestral em um ano. Mas, no ano, a moeda norte-americana ainda mostra importante valorização sobre o real, de 16,93 por cento.
"O dólar estabilizou perto desses patamares, um pouco acima de 3 reais, e tudo leva a crer que, na ausência de grandes surpresas, ele continue por aí", disse o diretor de câmbio do Banco Paulista, Tarcísio Rodrigues, ressaltando que os juros oferecidos pelo Brasil são "muito atraentes" a investidores estrangeiros.
Hoje, a Selic está em 13,75 por cento ao ano e a expectativa do mercado é de que mais altas venham para segurar a inflação.
Rodrigues ressaltou, no entanto, que no longo prazo a perspectiva ainda é de avanço da moeda norte-americana ante o real, refletindo as expectativas de alta de juros do Federal Reserve, banco central norte-americano, dificuldades relacionadas ao ajuste fiscal no Brasil e a apreensão com as investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
"Acreditamos que os riscos no Brasil são abundantes: associados a possíveis revisões de ratings e aos muitos riscos políticos relacionados às investigações de corrupção e ao ambiente político instável", escreveu o analista do Nomura João Pedro Ribeiro em nota a clientes.
Nesta sessão, a queda do dólar teve como pano de fundo também a briga pela formação da Ptax, taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais. Nos últimos pregões do mês, operadores costumam disputar para deslocar a taxa para patamares mais favoráveis a suas posições cambiais.
A moeda norte-americana marcou a mínima da sessão durante uma das janelas de cálculo da Ptax, pouco depois das 10h, apresentando queda de mais de 1 por cento e atingindo a cotação de 3,0861 reais na venda.

GRÉCIA
O noticiário relacionado à Grécia também continuou ocupando os holofotes. Mas investidores têm ponderado que o impacto da eventual saída do país da zona do euro seria pequeno em economias como o Brasil, o que ajudou a amortecer as preocupações com o impasse em torno de Atenas.
A Grécia fez novas propostas nesta tarde para romper o impasse sobre o acordo com seus credores que se aproximariam mais das demandas das instituições, segundo uma fonte da União Europeia.
Outro ponto focal é a estratégia de intervenção no câmbio do BC. A autoridade monetária sinalizou que deve rolar 70 por cento dos swaps cambiais --que equivalem a venda futura de dólares-- a vencer em agosto, proporção aproximadamente igual à rolagem dos contratos para julho.
"Está dentro do esperado. Se vir oportunidade, o BC deve reduzir a oferta ainda mais", disse o operador de um banco internacional, sob condição de anonimato.

Reuters
http://www.dci.com.br/financas/dolar-desvaloriza-0,34-para-r$-3,10-id478142.html