segunda-feira, 25 de maio de 2015

Mercado eleva estimativa de inflação de 2015 pela 6ª vez e baixa de PIB.

Previsão dos analistas para o IPCA de 2015 passou de 8,31% para 8,37%.
Já estimativa de retração do PIB deste ano recuou para -1,24%, diz BC.

Alexandro Martello Do G1, em Brasília

As previsões do mercado financeiro para o comportamento da inflação e do nível de atividade da economia brasileira neste ano nova registraram piora na semana passada.
A estimativa de inflação dos analistas dos bancos para este ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, passou de 8,31% para 8,37%. Com isso, registrou a sexta semana consecutiva de aumento. Já a expectativa para o PIB passou de um recuo de 1,2% para uma queda de 1,24%.

PREVISÕES PARA O IPCA 2015


Se confirmada, a inflação de 2015 atingirá o maior patamar desde 2003, quando ficou em 9,3%. Para 2016, a previsão dos economistas para o IPCA ficou estável em 5,50% na última semana. Os dados fazem parte do boletim Focus, uma pesquisa conduzida pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras no período, e divulgada nesta segunda-feira (25).
A expectativa oficial do governo para a inflação deste ano, divulgada no decreto de programação financeira, está em 8,26%. A equipe econômica informou, na ocasião, que está utilizando as previsões do mercado financeiro em seus documentos.
Segundo economistas, a alta do dólar e dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada.
Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003.

PREVISÕES PARA O PIB 2015


Produto Interno Bruto
Para o comportamento do PIB neste ano, os economistas do mercado financeiro baixaram sua previsão, na semana passada, para uma retração de 1,24%.  Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. Até então, a estimativa era de um recuo de 1,2%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. Para 2016, o mercado manteve sua previsão de alta do PIB em 1%.
No fim de março, o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014. Em valores correntes (em reais), a soma das riquezas produzidas no ano passado chegou a R$ 5,52 trilhões, e o PIB per capita (por pessoa) caiu a R$ 27.229. Esse é o pior resultado desde 2009, ano da crise internacional, quando a economia recuou 0,2%.

Taxa de juros
Após o Banco Central ter subido os juros para 13,25% ao ano no fim de abril, o maior patamar em seis anos, o mercado elevou para 13,75% sua previsão para a taxa básica da economia no fim do ano – o que pressupõe alta maior da Selic em 2015. A previsão é de um novo aumento de 0,5 ponto percentual em junho, na próxima reunião do Copom.

A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, o BC tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços.

Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 permaneceu em R$ 3,20 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,30 por dólar.

A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu inalterada em US$ 3 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit subiu de US$ 9,45 bilhões para US$ 10 bilhões.

Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil subiu de US$ 61 bilhões para US$ 65,5 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte permaneceu avançou de US$ 64 bilhões para US$ 65 bilhões.

http://g1.globo.com/economia/mercados/noticia/2015/05/mercado-eleva-estimativa-de-inflacao-de-2015-pela-6-vez-e-pib-recua.html

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ações de bancos recuam na Bovespa após elevação de imposto.

Cartões de bancos
Cartões de bancos: o BTG Pactual avaliou que o efeito em 2015 tende a ser relativamente pequeno dado que medida só passa a valer em 90 dias
São Paulo - As ações da maioria dos bancos listados no Ibovespa recuavam mais de 1 por cento nos primeiros negócios desta sexta-feira, com as preferenciais do Itaú Unibanco à frente, em baixa de 1,4 por cento, após o governo federal elevar a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras de 15 para 20 por cento, em mais uma medida para melhorar as contas públicas.

O BTG Pactual avaliou que o efeito em 2015 tende a ser relativamente pequeno dado que medida só passa a valer em 90 dias, mas considera que o impacto em 2016 pode ser importante, calculando um efeito total da medida no lucro entre 5 e 8 por cento, ficando mais perto de 5 por cento, conforme nota a clientes.

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/acoes-de-bancos-recuam-na-bovespa-apos-elevacao-de-imposto

terça-feira, 19 de maio de 2015

Emprego industrial cai 0,6% em março ante fevereiro, diz IBGE.

Estadão Conteúdo

RIO - O emprego na indústria recuou 0,6% na passagem de fevereiro para março, na série livre de influências sazonais, informou nesta terça-feira, 19, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o emprego industrial acumula recuo de 3,9% em 12 meses.

Já na comparação com março de 2014, o emprego industrial apontou queda de 5,1% em março deste ano, o recuo mais intenso desde outubro de 2009 (-5,4%) nesta base de comparação. Além disso, trata-se do 42º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto.

Segundo o órgão, na comparação interanual foram registradas reduções no contingente de trabalhadores em todos os 18 ramos avaliados no período, com destaque para meios de transporte (-10,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,1%), produtos de metal (-10,2%), máquinas e equipamentos (-6,1%), alimentos e bebidas (-2,0%) e outros produtos da indústria de transformação (-8,1%).

No acumulado do primeiro trimestre, o emprego na indústria recuou 0,7% na comparação com os últimos três meses do ano passado e cedeu 4,6% em relação ao primeiro trimestre de 2014.

http://www.dci.com.br/economia/emprego-industrial-cai-0,6-em-marco-ante-fevereiro,-diz-ibge-id468121.html

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Banco do Brasil tem lucro líquido de R$ 5,818 bi no 1º tri.

Resultado representa um salto de 117,3% ante igual período do ano passado; lucro em bases recorrentes ficou em R$ 3,025 bilhões, alta de 24,2%.

Reuters
BB tem lucro líquido de R$ 5,818 bi no 1º tri
BB tem lucro líquido de R$ 5,818 bi no 1º tri
Foto: Reprodução Internet
            
SÃO PAULO - O Banco do Brasil, maior banco do país em ativos, anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 5,818 bilhões de reais no primeiro trimestre, alta de 117,3 por cento ante igual período de 2014.
Em bases recorrentes, o lucro do banco estatal somou 3,025 bilhões de reais no período, alta de 24,2 por cento sobre um ano antes e praticamente em linha com a previsão média de analistas ouvidos pela Reuters de 3,033 bilhões de reais.
(Por Aluisio Alves)

http://www.dci.com.br/financas/banco-do-brasil-tem-lucro-liquido-de-r$-5,818-bi-no-1%C2%BA-tri-id466835.html

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Inadimplência das empresas fecha 1º tri com alta de 12,1%, diz Serasa.

SÃO PAULO (Reuters) - A inadimplência das empresas no Brasil fechou o primeiro trimestre com crescimento de 12,1 por cento ante igual etapa do ano anterior, maior aumento desde o primeiro trimestre de 2012, segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta quinta-feira.
Somente em março, a inadimplência entre pessoas jurídicas subiu 20,4 por cento, também na comparação anual. Já na comparação mensal com fevereiro deste ano, o índice subiu 11,9 por cento.
Economistas da Serasa apontaram em nota o fraco desempenho econômico no começo do ano, o aumento do custo financeiro e o realinhamento de determinados preços administrados, como energia e combustíveis, como fatores que dificultaram as finanças das empresas e provocaram a elevação dos índices da inadimplência corporativa.
A elevação nos diferentes tipos de dívida teve base ampla, com os títulos protestados liderando a alta com crescimento de 29,5 por cento em março ante fevereiro. O número de cheques sem fundo subiu 20,6 por cento, enquanto as dívidas junto aos bancos avançaram 3,5 por cento. Já as dívidas não bancárias tiveram alta de 2,7 por cento.

(Por Renan Fagalde)

http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRKBN0NL1ST20150430

sexta-feira, 8 de maio de 2015

IPCA avança 0,71% em abril e em 12 meses acumula alta de 8,17%, diz IBGE.

Estimativa de analistas era 0,76% no mês e 8,22% no acumulado.

Reuters
IPCA sobe 0,71% em abril
IPCA sobe 0,71% em abril
Foto: USP Imagens
RIO DE JANEIRO - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,71 por cento em abril ante 1,32 por cento em março, e acumulou em 12 meses alta de 8,17 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de que o IPCA subisse em março 0,76 por cento na mediana de 34 projeções, acumulando em 12 meses 8,22 por cento segundo a mediana de 26 projeções.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Pedro Fonseca; Texto de Camila Moreira)

http://www.dci.com.br/economia/ipca-tem-alta-de-0,71-em-abril-e-8,17-em-12-meses-id465462.html

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Previsão de superávit comercial em 2015 cai para US$ 4,02 bi, diz Focus.

Estadão Conteúdo

BRASÍLIA - As projeções do mercado financeiro para a balança comercial deste ano pioraram, de acordo com o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 4, pelo Banco Central. A mediana das estimativas para o saldo comercial em 2015 caiu de um saldo positivo de US$ 4,17 bilhões para US$ 4,02 bilhões - um mês antes essa previsão também estava em US$ 4,02 bilhões. Para 2016, a mediana das projeções apresentou estabilidade em um superávit de US$ 9,95 bilhões. Um mês atrás, essa estimativa era de US$ 10 bilhões.

No caso das previsões para a conta corrente, o mercado financeiro espera agora um déficit de US$ 78,55 bilhões, ante US$ 78,00 bilhões na semana anterior. Quatro semanas atrás,a projeção era de déficit de US$ 77 bilhões. Já para 2016, a perspectiva de saldo negativo passou de US$ 71,30 bilhões para US$ 72 bilhões. Há um mês, estava em US$ 70 bilhões.

Os analistas consultados semanalmente pelo BC estimam que o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) será insuficiente para cobrir esse resultado deficitário em 2015 e também no ano que vem. A mediana das previsões passou de US$ 57 bilhões para US$ 57,50 bilhões em 2015 e se manteve em US$ 60 bilhões em 2016.

http://www.dci.com.br/economia/previsao-de-superavit-comercial-em-2015-cai-para-us$-4,02-bi,-diz-focus-id464137.html