quarta-feira, 25 de julho de 2018

Inadimplência das empresas sobe 7,8% em junho.

Julho 25, 2018

 

(Foto: Divulgação) Inadimplência das empresas sobe 7,8% em junho

Em junho de 2018 foram registrados 5,5 milhões de CNPJs negativados, um acréscimo de 7,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Na comparação com maio deste ano, o número de empresas inadimplentes ficou estável. Em relação ao montante das dívidas, houve aumento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo os economistas da Serasa, a estagnação da economia e a paralisação dos caminhoneiros foram determinantes para o resultado, afetando especialmente os setores de comércio e de serviços, com cerca de 90% das empresas inadimplentes.

Setores
Em junho/2018, o setor de serviços continuou a figurar com o único segmento a aumentar sua participação entre as empresas em situação de inadimplência: ficou com 48,0% do total e avançou 1,2 ponto percentual na comparação com junho/2017. O comércio representou 42,6% dos CNPJs negativados, uma redução de 1,1 ponto percentual na comparação ano a ano. Já a indústria registrou queda de 0,2 ponto em relação ao mesmo mês do ano passado.

(Redação – Investimentos e Notícias)

http://www.investimentosenoticias.com.br/noticias/economia/inadimplencia-das-empresas-sobe-7-8-em-junho

terça-feira, 3 de julho de 2018

Olá, tudo bem ?

A greve dos Caminhoneiros, que paralisou o País por mais de 10 (dez) dias, causando diversos problemas não somente na ocasião dos fatos, mas na continuidade de nossas vidas, pessoais e profissionais, contribuiu também para o aumento da inadimplência, conforme demonstra pesquisa da Serasa Experian.

Em 28.junho.2018, o jornal O Estado de São Paulo publicou no Caderno B4 – Economia, matéria da repórter Márcia de Chiara com título “Inadimplência de empresas cresce com a greve”, relatando que em maio.2018, 5,5 milhões de companhias estavam na lista de inadimplentes, sendo este o maior número de empresas com pagamentos em atraso desde março.2016, quando o levantamento começou a ser feito.

Para se ter uma noção deste aumento, em maio.2017, 5,1 milhão de empresas encontravam-se inadimplentes; em janeiro.2018, este número saltou para 5,4 milhões, porém, em maio.2018, registrou-se aumento de 7,8%, em comparação há um ano atrás, ou seja, os 5,5 milhões registrados pela Pesquisa.




 

Conforme afirmação do economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, “a greve dos caminhoneiros impactou as cadeias produtivas e as empresas pararam de produzir e vender”. Claro que, por consequência, sem girar os estoques, não há capital de giro para honrar seus pagamentos, como contas básicas até dívidas com fornecedores e sistema financeiro.

Esta pesquisa mostrou que o aumento da inadimplência ocorreu em maior parte nas empresas de prestação de serviços. Em maio.2017, este setor representava 46,7% do total e, em maio.2018, correspondeu a 48%, ou seja, quase a metade das empresas com pagamentos atrasados.

Rabi explica que este setor foi o mais afetado pela greve pois reúne um número maior de pequenas e microempresas, que normalmente já enfrentam dificuldades de capital de giro, piorando em consequência da greve. E ressalta que a tendência para os próximos meses não é a estabilização, pois a situação financeira das companhias está muito ligada ao ritmo e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), que possivelmente continuará desacelerando.

Na ABE já sentimos os efeitos provocados pela greve. Nossos Negociadores internos e, principalmente, os externos, sensibilizados com a situação, analisam as instalações da empresa devedora, propondo acordos plausíveis de cumprimento que, mesmo tendo como objetivo o recebimento à vista, em muitos casos o parcelamento é o melhor, evitando-se a quebra do acordo e garantindo o recebimento do débito.

E sempre estamos à disposição para discutirmos este ou outros temas ligados à inadimplência.

Cordialmente,

Roberto Grejo Jr.
Diretor

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Fabricante de refrigerantes Dolly pede recuperação judicial.

Empresa teve contas bloqueadas pela Justiça e dono chegou a ser preso.


27/06/2018
POR AGÊNCIA O GLOBO

A companhia de refrigerantes Dolly informa ter entrado com pedido de recuperação judicial esta semana alegando dificuldades financeiras por não poder operar suas contas bancárias. Segundo nota da empresa, com o bloqueio das contas, não é possível cumprir os compromissos financeiros.

“Esta foi a única forma que restou para impedir a falência imposta pela Justiça Federal de São Bernardo do Campo”, diz o texto. Segundo a empresa, as unidades de São Bernardo do Campo e Diadema, ambas no ABC paulista, permanecem funcionando.

No início deste mês, a companhia decidiu fechar a fábrica de Tatuí, no interior de São Paulo após o bloqueio das contas da empresa pela Justiça. Pelo menos 700 pessoas foram desligadas.

Laerte Codonho, dono da empresa, foi preso em maio — e solto dias depois — acusado de fraude fiscal de pelo menos R$ 4 bilhões. Os promotores da Justiça Rodrigo Mansour e Arthur Lemos afirmaram que Codonho é um dos maiores devedores de ICMS de São Paulo.

A prisão do empresário foi pedida porque havia o histórico de destruição de provas, segundo eles. Só em ICMS são mais de R$ 2 bilhões devidos, de acordo com o Ministério Público de São Paulo. Outra investigação que ocorre em âmbito nacional aponta para mais R$ 2 bilhões em fraudes de impostos previdenciários.

— Encontramos grandes quantias de dinheiro guardadas em paredes falsas, fundos falsos na casa do empresário — relatou Lemos, citando que a PM apreendeu pelo menos R$ 200 mil em espécie, além de US$ 30 mil, € 4 mil e mais 4 mil libras.

Codonho foi encaminhado ao 77º DP e chegou à delegacia com um papel sulfite nas mãos onde se lia “Preso pela Coca-Cola”, escrito com batom vermelho. Ele afirmou que sua prisão se devia a uma “perseguição da Coca-Cola” e que era “vítima” de esquemas praticados por seu contador. Procurada, a Coca-Cola informou que “não comenta processos judiciais em que não esteja envolvida”.

A Dolly considerou a prisão “injusta”. "Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça", afirmou a empresa em nota.

https://epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2018/06/fabricante-de-refrigerantes-dolly-pede-recuperacao-judicial.html

quarta-feira, 20 de junho de 2018

9 dicas para melhorar o setor de cobrança da sua empresa.

Por Redação E-Commerce News
12/06/2018
 


Atuar no setor de cobrança de uma empresa não é fácil, já que a área concentra diversas atividades que demandam muito tempo e energia dos colaboradores.

Nesse panorama, a atividade de cobrança acaba sendo preterida, em favor de outras que aparentemente são mais urgentes.

Mas, se recuperar valores devidos é tão importante para manter a saúde financeira do seu fluxo de caixa, a grande pergunta é: como se organizar para realizar as atividades rotineiras, sem deixar de lado o controle de dívidas em aberto?

Pensando nisso, a Intervalor, uma das empresas líderes brasileiras, especializada em soluções para crédito, cobrança, backoffice e relacionamento com o consumidor, preparou 9 dicas para ajudar você a aumentar a produtividade do departamento financeiro da sua empresa. Quer saber mais? Então continue na leitura.

1. Organize seu setor de cobrança
Planejamento é tudo, principalmente em funções que requerem um controle maior. Logo, para serem mais produtivos, os colaboradores precisam saber exatamente o que priorizar em sua rotina diária.

Desenvolva um controle de tarefas, que contenha:
  • nome dos colaboradores;
  • tarefas detalhadas;
  • datas para entrega;
  • ordem das entregas.

Apesar de ser aparentemente simples, esse tipo de gerenciamento reduz o acúmulo de funções de cada colaborador e, portanto, favorece a performance da equipe.

2. Capacite sua equipe
Invista na educação e aprendizado dos seus colaboradores. Isso gera tanto valor para a empresa – que contará com funcionários mais capacitados – quanto para o colaborador, que se sente mais motivado ao ter um maior domínio sobre as atividades que desempenha.

Também é interessante criar o hábito de compartilhar artigos e livros com a equipe. Essa atitude mostra a sua preocupação com o crescimento profissional de cada um.

Muitos desses conteúdos para compartilhamento você encontra até mesmo de forma gratuita. Nesse cenário, você vê desde planilhas prontas até materiais densos e direcionados, que contem um alto nível de qualidade.

Então, caso você seja o gestor da área, lembre-se sempre que seu dever vai além das suas tarefas profissionais regulares; pois capacitar e gerir o crescimento dos seus subordinados, também é uma de suas responsabilidades.

3. Pratique uma gestão de pessoas eficiente
Torne evidente o quanto seus colaboradores são valorizados; tanto como pessoas quanto como profissionais.

Atitudes positivas tornam o ambiente mais leve e produtivo. Afinal, ninguém gosta de trabalhar com um ‘’ditador gritalhão’’ do lado, não é mesmo? Trate a todos como gostaria de ser tratado. Dê abertura para que eles se expressem e opinem.

Uma dica é absorver conteúdo do segmento de gestão de pessoas. Essas publicações possuem dicas valiosas para melhorar a produtividade e o ambiente de trabalho. Com o passar do tempo, você verá o impacto positivo que essas atitudes têm dentro não só do setor de cobrança, como do departamento como um todo.

4.Utilize soluções tecnológicas a seu favor
Nessa nova era, as empresas de tecnologia estão criando ferramentas para os mais diversos segmentos. No setor financeiro e de cobrança, isso não é diferente.

Plataformas de controle podem contribuir muito para o crescimento do seu departamento, principalmente nos quesitos organização e aumento de produtividade.

Em relação ao contato com os clientes inadimplentes, soluções como NOC.AI e Quitaqui oferecem experiências diferenciadas para os devedores.

Existem muitas ferramentas no mercado, vale a pena dar uma pesquisada e encontrar uma que se adeque perfeitamente ao seu maior desafio.

5. Mantenha um relacionamento próximo com o seu cliente
No caso específico da atividade de cobrança, manter um relacionamento próximo com seu cliente é fundamental.

Principalmente em se tratando de cobrança mercantil, onde é muito importante verificar se o pagamento deixou de ser feito devido a algum problema na entrega dos produtos ou execução do serviço.

Ter um contato próximo com seus clientes pode facilitar essa etapa.

O primeiro contato deve ter uma abordagem mais voltada para a pós-venda, para identificar se realmente trata-se de inadimplência.

É muito importante deixar claro que a sua empresa não lembra do cliente apenas quando ele está devendo. Acione os responsáveis pelo marketing da sua empresa para elaborar uma periodicidade de relacionamento.

6. Mantenha o cadastro dos clientes sempre atualizado
Manter os cadastros atualizados é o primeiro passo para manter o relacionamento contínuo com seus clientes.

Quanto mais informações, mais personalizada pode ser a comunicação. Além dos dados de contato dos responsáveis por compras e pagamento, tente mapear informações relevantes para a empresa como um todo, pois:
  • facilita o processo de abordagem;
  • possibilita a manutenção de um relacionamento mais próximo com o cliente.

Ainda que mais tarde você decida terceirizar seus processos de cobrança, a etapa de localização dos clientes não será um obstáculo, e mais do que isso, eles certamente estarão mais receptivos a um contato de negociação.

7. Pratique uma abordagem precisa
Uma questão importante no segmento de cobrança mercantil ou de serviços para empresas é oferecer uma abordagem direta, que mostre propriedade sobre o assunto que está sendo tratado.

Para dívidas recentes, é importante ter à mão informações básicas para a negociação, como:
  • data original do vencimento;
  • valor original e atual da pendência;
  • dados sobre multas e juros;
  • alçada de negociação (possibilidades de descontos ou parcelamento, se houver).

Em dívidas vencidas há mais tempo, além das informações mencionadas acima, o ideal é realizar consultas em bases diversas, para verificar o nível de atividade econômica da empresa, se está havendo contratações ou demissões, etc.

Tendo em mãos essas informações, é possível contornar mais facilmente os argumentos apresentados pelo interlocutor.

8. Estabeleça uma régua de cobrança
Uma régua de cobrança é um conjunto de iniciativas de uma empresa, com foco em resolver pendências em aberto.

Para desenvolvê-la, é importante:
Estabelecer faixas de atraso, considerando todos os títulos em aberto atualmente;
Verificar a quantidade de pagamentos espontâneos (clientes que tem histórico de realizar o pagamento em atraso, porém pagam, sem que seja necessário realizar a cobrança);
Averiguar o histórico de pagamento dos principais inadimplentes: o pagamento em atraso é recorrente?
Identificar se há relação entre o valor dos títulos em aberto e o atraso no pagamento;
Se possível, fazer um levantamento sobre as principais causas da inadimplência.

9. Contrate empresas especializadas
Dependendo do índice de inadimplência da sua carteira de clientes, contratar uma empresa especializada em cobrança pode ser a melhor alternativa.

Isso, se para efetuar de forma eficiente o processo de recuperação dos valores em aberto, for necessário contratar pessoas especializadas, investir em ferramentas de controle e ter outros custos não relacionados ao core business da sua empresa.

Analise todos os investimentos relacionados à montagem/manutenção de uma equipe de cobrança própria. Em alguns casos, essa será a resposta para a dúvida sobre terceirizar ou não essa atividade.

De qualquer maneira, com essas dicas, podemos afirmar que você estará no caminho certo para melhorar seus processos internos.

https://ecommercenews.com.br/noticias/dicas/9-dicas-para-melhorar-o-setor-de-cobranca-da-sua-empresa/

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Fabricante de guitarras Gibson registra pedido de recuperação judicial. 

A empresa está em dificuldades financeiras há meses e enfrenta um importante endividamento. 


Por Reuters
Publicado em 1 maio 2018


Gibson: empresa apresentou plano de continuidade comercial que foi aceito pelos credores (Reprodução/Reprodução)

A Gibson Brands, fabricante das guitarras usadas por nomes como B.B. King e Elvis Presley, registrou pedido de recuperação judicial nesta terça-feira, com um plano para reorganizar seu negócio de instrumento musical sob o novo comando de seus credores.

A empresa, sediada em Nashville, cujas marcas lendárias incluem Les Paul e SG, vem enfrentando dificuldade em meio a dívidas de 500 milhões de dólares ligadas à aquisição de seu negócio de eletrônicos de consumo em outros países, onde as vendas enfrentaram uma forte queda.

Em um registro com a corte de falências em Delaware, a Gibson disse que o negócios de eletrônicos de consumo no exterior serão reduzidos, permitindo que a empresa volte sua atenção ao seu negócio principal de fabricação de guitarras e áudio.

O negócio de áudio inclui fones, caixas de som e mesas para músicos profissionais e amadores e engenheiros de som KRK, Cerwin Vega e Stanton.

“Este processo será praticamente invisível para os clientes, que podem continuar confiando na Gibson para fornecer produtos e atendimento ao cliente incomparáveis”, disse o presidente-executivo Henry Juszkiewicz em um comunicado.

Juszkiewicz adquiriu a Gibson in 1986.
Sob o plano de reestruturação, credores incluindo SilverPoint Capital, Melody Capital Partners LP e fundos afiliados ao KKR Credit Advisors vão trocar dívida por participação acionária na empresa reorganizada.

A Gibson disse que as vendas de suas guitarras cresceram 10,5 por cento, para 122 milhões de dólares nos 12 meses até janeiro, ante um ano antes.

A empresa, fundada em 1894, produz duas guitarras em fábricas em Nashville e Memphis, Tennessee e seus violões em Bozeman, Montana. A Gibson vende mais de 170.000 guitarras anualmente em mais de 80 países.


https://exame.abril.com.br/negocios/fabricante-de-guitarras-gibson-declara-falencia/

terça-feira, 10 de abril de 2018

O Fator ABE:
Negociação amigável e presencial.


Nós não nos limitamos somente à cartas de cobrança e telefonemas.
Desde a nossa fundação, investimos na Negociação Presencial, executada
por profissionais com formação específica para negociações presenciais,
que percorrem todo o País contatando o inadimplente em seu próprio
estabelecimento comercial.


Entendemos que cada cliente é de um jeito e que toda negociação tem
a sua particularidade. E para que a cobrança seja respeitosa e eficiente,
apostamos no Fator ABE, responsável por diferenciar e destacar a nossa
empresa no mercado.


Nossos Negociadores Sêniors informam ao Devedor sobre as vantagens
da composição amigável em relação a ação judicial, compondo o débito
existente, com o objetivo de transformá-lo em adimplente.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Para limpar nome, 36% dos brasileiros buscam acordo.

Inclusão do CPF no cadastro de devedores motiva a renegociação 
Inclusão do CPF no cadastro de devedores motiva a renegociação Inclusão do CPF no cadastro de devedores motiva a renegociação /MARCOS NAGELSTEIN/arquivo/JC 

O acordo com o credor tem se consolidado cada vez mais como estratégia para o consumidor inadimplente limpar seu nome e se reabilitar a novas operações de créditos. Nos últimos 12 meses, por exemplo, 36% de um total de 800 consumidores ouvidos em uma pesquisa conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) buscaram acordo com seus credores. O segundo recurso mais utilizado, por 24% dos consultados, é a economia de gastos ou de cortes no orçamento, seguida da geração de renda extra, com 18% das respostas e do uso do 13º salário, para 11% do universo pesquisado.

Outros 8% optaram por contrair um empréstimo consignado. A economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, observa que o melhor caminho para colocar as finanças em ordem é planejar, negociar e procurar prazos e condições de pagamentos realistas e que caibam dentro do orçamento. Pelo levantamento, 72% dos entrevistados tentaram renegociar as dívidas após terem o Cadastro da Pessoa Física (CPF) negativado, sendo que 45% tiveram a iniciativa de propor um acordo direto e 27% foram procurados pela empresa, que ofereceu novas condições para acertarem as contas. O consumidor, em geral, se sente envergonhado por ter deixado de honrar suas dívidas. 

A vergonha tira dele a coragem para encarar o credor de frente. Por isso, talvez, o telefone tenha se mantido como o método mais comum para renegociar dívidas. A internet também ganha relevância. Está presente em 29% dos casos, segundo a pesquisa. Pensando no constrangimento sofrido pelo devedor, o SPC Brasil criou, em seu site, uma ferramenta chamada "Recupera". De acordo com o presidente da CNDL, Roque Pellizzaro Júnior, a ferramenta recebeu este nome porque a recuperação se dá para os dois lados. "A empresa credora recupera o dinheiro; e o consumidor, seu crédito. É uma ferramenta em que o consumidor inadimplente poderá entrar no site e renegociar dentro dos parâmetros da empresa todas as dívidas", disse o executivo.

Do lado ativo, segundo Pellizzaro, se o consumidor deixar o telefone celular, poderá receber mensagens por SMS com informações sobre onde poderá renegociar sua dívida. Outra descoberta feita pelo levantamento do SPC Brasil e da CNDL é que a dívida média do brasileiro diminuiu de R$ 2,9 mil para R$ 1,5 mil. A pesquisa revela, ainda, que o cartão de crédito é a modalidade que mais causa inadimplência, com 53% das citações. Para Abecs, novo crediário não substitui parcelado sem juros A opção de pagamento por meio do novo crediário, que é o parcelado com juros, não irá substituir a modalidade de parcelado sem juros no cartão de crédito, mas será uma alternativa no leque, disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs), Fernando Chacon. 

O executivo lembrou que o "novo crediário" não é o nome dessa modalidade, que será, futuramente, batizado. "Precisamos pagar o lojista em um prazo curto e financiar o consumidor em juros competitivos. Esse será mais uma opção de financiamento", disse Chacon, em palestra no Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento (Cmep). Atualmente, o varejo recebe o pagamento com cartão de crédito após 30 dias. "Com esse modelo, há redução do prazo de pagamento ao lojista, propicia a prática de diferenciação de preços e amplia o prazo do financiamento, atualmente limitado a 12 vezes no modelo de parcelado sem juros", destaca o presidente da Elo, Eduardo Chedid.

http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/03/economia/616537-para-limpar-nome-36-dos-brasileiros-buscam-acordo.html

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Recuperação de crédito avança 0,3% em janeiro, mostra estudo.


FOTO: Dreamstime


DCI

Da Redação
19/02/18

O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou crescimento em janeiro de 0,3%, na comparação com dezembro. Já na análise acumulada em 12 meses, houve queda de 1,1%. Ante o mesmo mês de 2017, a alta foi de 4,2%.

Em termos regionais, na avaliação em 12 meses, observou-se alta na região Sul (5,4%) e Sudeste (0,1%). Em sentido oposto, a região Nordeste foi o destaque negativo (-6,7%) na recuperação de crédito, seguido do Norte (-6,6) e Centro-Oeste (-3,4%).
Porém, algumas regiões já conseguiram reverter suas tendências ao longo de 2017, com o gradual aumento da atividade econômica e melhoria do trabalho.

https://www.dci.com.br/financas/recuperac-o-de-credito-avanca-0-3-em-janeiro-mostra-estudo-1.684535

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Número de empresas inadimplentes cresce 5,35% em 2017, diz SPC. 

Segundo dados divulgados hoje, o Sudeste concentra a maior parte do número de empresas negativadas, com 46,14% do total. 


Por Agência Brasil

 

Inadimplência das empresas: por setores, serviço lidera com maior número de empresas negativadas (BrianAJackson/Thinkstock)

As empresas inadimplentes cresceram 5,35% em 2017, com alta de 0,34% em relação a 2016, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). As dívidas em atraso tiveram alta de 3,64% na comparação anual.
Por regiões, no Sudeste, o número de empresas negativadas na comparação anual avançou mais do que em outras regiões: a alta foi de 7,37%. Em seguida, aparecem o Sul (3,18%), o Centro Oeste (2,99%), o Nordeste (2,61%) e a região Norte (2,23%).
Em termos de participação, o Sudeste concentra a maior parte do número de empresas negativadas, com 46,14% do total. O Nordeste, por sua vez, concentra 20,77%, enquanto o Sul aparece com uma fatia de 17,07%.

Por setores, serviço lidera com maior número de empresas negativadas, com variação de 8,22%. Em seguida, aparecem comércio (3,42%), indústria (2,93%) e agricultura (-0,99%). Quando se analisa os setores credores (para os quais as empresas devem), o maior avanço da inadimplência foi observado pela indústria (4,67%), seguida de serviço (4,12%) e comércio (3,24%).
“Ainda há efeitos da crise, mas também há sinais de retomada da economia. Para este ano, espera-se que, à medida que os negócios se recuperem, o fenômeno da inadimplência desacelere”, avalia o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro.

https://exame.abril.com.br/economia/numero-de-empresas-inadimplentes-cresce-535-em-2017-diz-spc/

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Como o empreendedor pode driblar a inadimplência no coworking.

Sempre é possível criar estratégias para que a situação econômica das empresas alocadas em coworking não atrapalhe o bom funcionamento do negócio.


Bruna Lofego , Administradores.com

16 de janeiro de 2018

iStock


Segundo o Censo Coworking Brasil 2017, até o primeiro trimestre deste ano foram contabilizados 810 escritórios compartilhados ativos no país - um crescimento de 114% em relação ao ano passado. Seja com a economia em alta ou em baixa, os coworkings continuam a representar uma boa escolha para a grande maioria as empresas. Em momentos de crise, muitas empresas procuram os escritórios compartilhados para amenizar os custos fixos. Mas, mesmo com a melhoria do cenário econômico, muitas empresas continuam a utilizar os coworkings, por notarem que, além de mais econômicos, são espaços práticos, versáteis e confortáveis.

No entanto, com os altos e baixos da economia, sempre há empresas que não atingem o lucro desejado em relação aos investimentos que fizeram. Ainda segundo a pesquisa do Coworking Brasil, 14% das empresas instaladas em coworkings tiveram prejuízo em 2016, 9% declararam que o negócio não foi bem, e 35% consideraram o lucro obtido abaixo do esperado. Com isso, cresce uma questão que afeta negócios das mais diversas áreas: a inadimplência.

Mas sempre é possível criar estratégias para que a situação econômica das empresas alocadas em coworking não atrapalhe o bom funcionamento do negócio. É relativamente normal que o coworking termine o mês com uma inadimplência de 1%. Se esse índice subir para 5% no final e no início do ano, é preciso ter muito cuidado, pois essa taxa é considerada muito alta.

Não há nada de errado em cobrar um cliente se ele estiver inadimplente, mas é uma situação que sempre pode causar desconforto. Por isso, é preciso tomar alguns cuidados que ajudam a evitar "saia justa":

Cobrar antecipadamente ao uso
A prestação de serviço em um coworking se dá de forma imediata, com o uso das instalações. A cobrança antecipada evita que o empreendedor tenha problemas com pessoas mal intencionadas. É uma condição justa de cobrança, que garante que o empreendedor não passe por certos imprevistos.

Fazer análise de crédito
Previna-se e realize uma análise de crédito criteriosa. Exija documentos que atestem que o interessado é um bom pagador. Além disso, esclareça muito bem questões ligadas à forma de pagamento das mensalidades. Pesquisar sobre o cliente e conversar para alinhar pontos duvidosos é uma das estratégias que evita a ocorrência de problemas futuros.

Ofereça pacotes personalizados
Comercialize pacotes mais simples, personalizados de acordo com a necessidade das empresas, mas sem ultrapassar o orçamento do contratante. Facilite a decisão com vantagens extras, inove e inclua itens diferenciados. Com pacotes feitos sob medida, você oferece opções mais econômicas para seus clientes, com um valor que seja vantajoso para o seu negócio.

Sazonalidade
A inadimplência pode subir bastante no início e no final de ano, épocas em que as empresas podem ter seu faturamento afetado. Estabeleça critérios específicos de cobrança nessas datas. É imprescindível descrever de forma bem detalhada em contrato as diferentes especificações em relação a essa questão, para que seja possível pedir garantias durante esses períodos.

Bruna Lofego — Especialista em coworking, além de CEO e Founder da CWK Coworking, que conta com cinco espaços, localizados em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Lançou em 2016 o curso Como Montar seu Coworking, voltado para empreendedores e investidores de todo o Brasil interessados em abrir um espaço compartilhado.

https://www.administradores.com.br/noticias/negocios/como-o-empreendedor-pode-driblar-a-inadimplencia-no-coworking/123079/

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Quando uma empresa tem foco e mesmo assim quebra.

11 jan 2018

 

Segundo pesquisas do SEBRAE, no Brasil existem 6,4 milhões de estabelecimentos. Desse total, 99% são micro e pequenas empresas (MPE). As MPEs respondem por 52% dos empregos com carteira assinada no setor privado (16,1 milhões de pessoas) e aproximadamente 50% das microempresas não conseguem sobreviver aos 2 primeiros anos de vida.
Um dos maiores desafios atualmente para as MPEs não está na falta de informação ou conteúdo perante a facilidade e infinidade de possibilidades perante à internet e sim em ter a clareza suficiente do seu negócio e saber quais as decisões assertivas que devem ser tomadas no curto, médio e longo prazo, mesmo sabendo que mudanças de rota serão necessárias perante um cenário de mudanças cada vez maiores.

Ter foco para obter resultados satisfatórios já não é mais a receita infalível para garantir o sucesso de um negócio. A nova realidade da economia e das empresas brasileiras vai muito além do simples investimento em energia, tempo, dinheiro e pessoas, em tarefas básicas e pré-definidas que nem sempre se transformam na receita financeira esperada.
“Como resultado desse processo temos micro, pequenos empresários frustrados com seu negócio, tendo poucas vendas e clientes, patinando com suas empresas, praticando a lei do máximo esforço e mínimo resultado e, muitas vezes, sem saber porque isso está acontecendo”, destaca Renato Pradillas, coach de negócios e sócio da RP Resultado e Performance, empresa focada em desenvolvimento empresarial.
Os empresários que não sabem o que está acontecendo internamente em seus negócios muitas vezes buscam razões externas para justificar o mau desempenho. “Crise e retração da economia frequentemente viram as justificativas mais frequentes nos corredores das empresas”, reforça Pradillas.

Segundo Pradillas, o problema não é falta de foco do empresariado, pois eles são muito dedicados e trabalhadores. A questão é a busca pela clareza. “Ter uma visão clara e objetiva de onde se quer chegar é um dos primeiros e mais importantes passos, antes mesmo de definir o foco e começar a atuar. Sem isto não temos como medir nosso progresso.”, diz o especialista.
Diante desse cenário das MPEs, Pradillas tem uma meta audaciosa em quebrar a tradição de que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval e já está montando uma Imersão para um grupo reduzido e seleto de micro e pequenos empresários por 3 dias.
Nesta imersão, o “foco” será montar todo o planejamento estratégico, um plano de ação e desenvolver habilidades em Vendas para que cada empresário possa bater as metas de ainda em 2018 e ter uma empresa mais sustentável e lucrativa.
A Imersão acontece em São Paulo nos dias 02, 03 e 04 de fevereiro de 2018, ou seja, uma semana antes do Carnaval.

Candidate-se a uma das vagas pelo link: http://renatopradillas.com.br/imersaolapidar

https://exame.abril.com.br/negocios/dino/quando-uma-empresa-tem-foco-e-mesmo-assim-quebra/

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Inadimplência das empresas cresceu 3,71% em novembro.
 
Comparação anual, entretanto, mostra desaceleração do calote.


por O Globo

SÃO PAULO - O número de empresas inadimplentes e registradas nos cadastros de devedores cresceu 3,71% em novembro na comparação com o mesmo mês do ano passado – quando a variação havia sido de 6,80%. Entre outubro para novembro de 2017, houve leve crescimento de 0,53%. O número de dívidas teve crescimento de 2,01% em novembro na comparação anual.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) através do Indicador de Inadimplência de Pessoa Jurídica.

“Para os próximos meses, espera-se que atividade econômica siga uma lenta recuperação, e que os empresários permaneçam cautelosos devido ao cenário de grande incerteza política e econômica, o que deve manter o crescimento da inadimplência das empresas limitado", avaliou o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro,

Os dados mostram que o Nordeste lidera o crescimento da inadimplência das empresas. Na comparação de novembro com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 3,80%, a maior alta entre as regiões, seguida pela região Centro-Oeste, que teve um aumento de 3,50%. Em seguida aparecem as regiões Sudeste (3,30%),, Sul (3,03%) e Norte (1,96%).

Entre os segmentos devedores, as altas mais expressivas ficaram com serviços (5,91%) e comércio (2,30%), seguidos de indústria (1,88%).

https://oglobo.globo.com/economia/inadimplencia-das-empresas-cresceu-371-em-novembro-22238667

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Demanda das empresas por crédito avança 9,5% em novembro. 

 
(Foto: Divulgação) Demanda das empresas por crédito avança 9,5% em novembro
 

A demanda das empresas por crédito cresceu 9,5% em novembro de 2017 em comparação com o mesmo mês do ano passado (novembro/16). Foi o que apurou o Indicador Serasa Experian de Demanda das Empresas por Crédito. Na comparação com o mês imediatamente anterior (outubro/17), houve alta de 1,8% na demanda por crédito empresarial. Todavia, no acumulado de janeiro a outubro de 2017, a demanda das empresas por crédito ainda registra queda de 1,9% na comparação com o mesmo período do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, a retomada do crescimento econômico, aliada à queda dos juros e da inflação, bem como a uma gradual recuperação dos níveis de confiança empresarial estão, aos poucos, reanimando a busca das empresas por crédito.

Em novembro/17, houve alta interanual de 10,2% na demanda das micro e pequenas empresas por crédito. Nas médias e grandes empresas o movimento foi que queda: reduções de 5,2% nas médias e de 2,9% nas grandes empresas.

A queda da busca empresarial por crédito nos primeiros onze meses de 2017 foi determinada pelo comportamento das médias e grandes empresas que exibiram retrações de 7,9% e de 7,1%, respectivamente. Já nas micro e pequenas empresas o recuo foi menor, de 1,6% frente ao período do janeiro a novembro de 2016.

Em novembro/17, as empresas do setor de serviços cresceram em 14,4% a sua demanda por crédito. Nas empresas comerciais a alta interanual em novembro/17 foi de 5,9% e, nas empresas do setor industrial, o crescimento foi de 4,4% frente a novembro/16.

Todos os setores econômicos pesquisados apresentaram quedas em suas demandas por crédito no acumulado de janeiro a novembro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano passado: Indústria (-3,4%); Comércio (-2,2%) e Serviços (-1,2%).

No acumulado dos primeiros onze meses de 2017, a demanda empresarial por crédito recuou em quase todas as regiões do país: Norte (-2,8%); Centro-Oeste (-2,6%); Nordeste (-2,4%); Sudeste (-2,3%). Apenas na região Sul, com alta de 0,1%, a demanda empresarial por crédito demonstrou crescimento no acumulado de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

(Redação – Investimentos e Notícias)


http://www.investimentosenoticias.com.br/financas-pessoais/credito/demanda-das-empresas-por-credito-avanca-9-5-em-novembro

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Bradesco prevê queda para inadimplência da pessoa física e PME. 

Já na pessoa jurídica, de acordo com o vice-presidente do banco, é mais difícil fazer uma previsão, uma vez que esse segmento é mais volátil.

 

Por Estadão Conteúdo
 
 

Bradesco: "Esperamos redução das provisões para devedores duvidosos em 2018" (Pilar Olivares/Reuters)

São Paulo – O vice-presidente do Bradesco, Alexandre Gluher, afirmou que a tendência para 2018 é de continuidade de queda da inadimplência. Na pessoa física e nas pequenas e médias empresas, segundo o executivo, a trajetória de retração dos calotes está dada e deve se manter no próximo ano.
Já na pessoa jurídica, de acordo com Gluher, é mais difícil fazer uma previsão, uma vez que esse segmento é mais volátil.
Apesar disso, o executivo também espera que nessa carteira a tendência para o próximo ano, a despeito de oscilações no indicador, seja de queda.
“Esperamos redução das provisões para devedores duvidosos em 2018”, acrescentou Gluher.
 

Moedas digitais
Gluher afirmou que há uma euforia em torno das moedas digitais, mas que o momento ainda é de observação. “Se existisse lastro para moedas digitais seria ótimo. A tecnologia por trás das moedas digitais, o blockchain, é sensacional e pode ser usada em outras frentes”, destacou ele, em conversa com a imprensa, nesta tarde de quinta-feira, 14.
Gluher ressaltou que, como não há lastro, os bancos centrais no mundo estão preocupados com o crescimento das moedas digitais.
 

Fintechs
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, afirmou que todos os bancos foram impactados pelas fintechs, startups do mercado financeiro, mas a maioria das instituições está incorporando essas empresas.
Disse ainda que os grupos com atividade similar à dos bancos terão de passar pela mesma regulação e acrescentou que players já estabelecidos como o Google podem ganhar espaço em mercados que até então somente os bancos atuavam, como, por exemplo, os meios de pagamentos.

https://exame.abril.com.br/economia/bradesco-preve-queda-para-inadimplencia-da-pessoa-fisica-e-pme/

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Febraban: crédito para varejo acelera e inadimplência cai em 2018.

As afirmações do presidente da Febraban reforçam as indicações feitas por representantes de grandes bancos, de que o crédito está voltando a crescer.


Por Aluísio Alves, da Reuters
12 dez 2017



Finanças pessoais: "O crédito às famílias vai continuar crescendo" (George Doyle/Thinkstock)

São Paulo – O ritmo de concessões de crédito para as famílias já voltou a crescer no Brasil e manterá aceleração em 2018, disse nesta terça-feira o presidente da associação que representa bancos do país, Febraban, Murilo Portugal.

“O crédito às famílias vai continuar crescendo e os índices de inadimplência vão continuar caindo”, disse Portugal durante encontro anual do setor bancário.
Portugal citou dados de uma pesquisa recente do Banco Central com profissionais do mercado, a qual indicou que o crédito com recursos livres no país deve crescer 5,4 por cento no ano que vem, ante queda de 0,7 por cento neste ano.

As afirmações do presidente da Febraban reforçam as indicações feitas nos últimos meses por representantes de grandes bancos, de que o crédito está voltando a crescer, com destaque para as famílias.
Na semana passada, o Banco do Brasil afirmou em encontro com analistas que os segmentos pessoa física, agronegócio e pequenas e médias empresas vão liderar o crescimento do crédito em 2018.

Portugal disse também que elementos como a alta tributação e questões regulatórias impediram que os juros ofertados pelos bancos caíssem na mesma velocidade da Selic.
No mesmo evento da Febraban, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que o órgão vai estender o que chama de Agenda+, um conjunto de mudanças regulatórias, com objetivo de reduzir o preço médio do crédito no Brasil.


https://exame.abril.com.br/economia/febraban-credito-para-varejo-acelera-e-inadimplencia-cai-em-2018/

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Número de famílias endividadas sobe para 62,2% em novembro.

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual.


Por Fernanda Nunes, do Estadão Conteúdo

 

Dívidas: CNC apurou a segunda queda mensal consecutiva da inadimplência, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (moodboard/Thinkstock)

Rio de Janeiro – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) captou a quinta alta consecutiva do porcentual de famílias endividadas, de 62,2%, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) relativa ao mês de novembro, divulgada nesta segunda-feira, 4.
Em comparação a outubro, houve alta de 0,4 ponto porcentual. Em outubro, a taxa foi de 59,6%.
Apesar de ter registrado mais famílias endividadas, a proporção das que possuem contas em atraso diminuiu, atingindo 25,8% do total ante 26% em outubro.
Essa é a segunda queda mensal consecutiva, após o indicador ter alcançado o maior patamar do ano em setembro (26,5%). Comparado a novembro de 2016, no entanto, houve alta de 1,4 ponto porcentual.

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes ficou estável em 10,1% entre outubro e novembro, mas apresentou alta em relação aos 9,5% de novembro de 2016.
“A taxa de desemprego ainda bastante alta ajuda a explicar a dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o pessimismo elevado em relação à capacidade de pagamento”, afirma Marianne Hanson, economista da CNC.

Do total de entrevistados, 14,6% declararam estar muito endividadas, o que indica estabilidade em relação ao mês anterior. Na comparação anual, houve alta de 0,1 ponto porcentual.
O porcentual de famílias que se declararam pouco endividadas teve leve alta na comparação mensal, tendo passado de 24,5% para 24,6% do total de entrevistados.
Em relação ao mesmo período de 2016, também ocorreu aumento, de 0,6 ponto porcentual.
O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas ficou em 64,2 dias em novembro, superior aos 63,3 dias de novembro de 2016.

Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,3% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre as endividadas, 23,8% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.
Para 76,9% das famílias que possuem dívidas, o cartão de crédito permanece como a principal forma de endividamento, seguido de carnês (16,7%) e financiamento de carro (10,4%).
Os dados da Peic são coletados em todas as capitais dos Estados e no Distrito Federal, com cerca de 18.000 consumidores.

https://exame.abril.com.br/economia/numero-de-familias-endividadas-sobe-para-622-em-novembro/

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Famílias e empresas pagaram R$ 463 bilhões de juros em 2016.
 
Crescimento foi de 28,3% em relação a 2013, segundo estudo da FecomercioSP.

 

O Globo
21/11/2017
 

SÃO PAULO - As famílias e as empresas brasileiras pagaram R$ 463 bilhões em juros em 2016, o equivalente a 7,16% do Produto Interno Bruto (PIB). Em termos reais, ou seja já descontada a inflação do período, o valor é 28,3% maior em relação ao montante pago em 2013. O cálculo foi feito no estudo "Juros e Inadimplência no Brasil 2014-2016" realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Banco Central, e divulgado nesta terça-feira.
De acordo com a Fecomercio SP, essa alta ocorreu num período de recessão econômica e de redução na oferta de empréstimos. Entre 2013 e 2016, o volume de crédito com recursos livres (pessoa física e pessoa jurídica) caiu 17,4% em termos reais.
 

Para a FecomercioSP, o período de maior recessão da história do país (de 2014 a 2016) gerou impactos sobre os mais diversos aspectos da economia, resultando em dívida pública crescente e de magnitude crítica; inflação; desemprego e redução dos investimentos.
"Além disso, a necessidade de elevação sistemática da taxa de juros como instrumento de controle inflacionário e, principalmente, de captação de recursos para rolagem da dívida pública muito acima dos padrões aceitáveis para uma economia saudável gerou impactos financeiros diretos sobre a saúde das empresas e sobre a renda das famílias.
Do total de juros pago, a maior parte veio das famílias, que pagaram R$ 288,3 bilhões em 2016 - 4,46% do PIB. As empresas desembolsaram R$ 174,7 bilhões, o equivalente 2,7% do PIB. O valor total da inadimplência das famílias e empresas no fim de 2016 alcançou R$ 89,2 bilhões, 1,4% do PIB. A inadimplência das empresas ficou em R$ 39,6 bilhões, um aumento real de 33,5% no período.
"Mesmo diante dessas circunstâncias, em 2016, o setor privado conseguiu manter certo controle sobre seus níveis de inadimplência, que haviam crescido muito em 2015, quando chegou a R$ 40 bilhões", diz em nota a FecomercioSP.

A taxa de inadimplência das famílias saltou de 5,3% em dezembro de 2014 para 6,1% em 2016. Em termos absolutos, isso significa que a inadimplência das famílias brasileiras passou de R$ 53,9 bilhões no fim de 2013 para R$ 49,6 bilhões em dezembro de 2016.
Para a Federação, o custo elevado do crédito no Brasil é decorrente das altas taxas de juros praticadas, consequência direta do descontrole das contas públicas, "que se refletem em uma dívida gigantesca que, em meio a crescente perda de confiança dos agentes econômicos, necessita ser financiada diariamente no mercado, com juros elevados pelo risco de descontrole". Isso também torna o setor público o maior tomador de crédito, de acordo com a FecomercioSP, no qual os recursos são escassos, colaborando para fixação de um piso elevado para todos os demais tomadores.
Em junho de 2016, a dívida pública bruta atingiu R$ 4,7 trilhões, correspondentes a 73% do PIB. Para a Federação, uma dívida pública dessa dimensão exerce pressão na fixação dos juros na economia. Na avaliação da entidade, com uma dívida pública menor, a taxa de juros necessária para seu financiamento também seria proporcionalmente inferior ao dos patamares atuais.

https://oglobo.globo.com/economia/familias-empresas-pagaram-463-bilhoes-de-juros-em-2016-22093930

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Micros e pequenas empresas têm inadimplência recorde.

Em agosto, 4,8 milhões dessas companhias estavam inadimplentes.

Apesar da queda da inflação, do recuo dos juros e da melhora da confiança dos empresários e dos consumidores, o quadro para as micro e pequenas empresas segue difícil. Em agosto, 4,8 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes no Brasil. É uma marca recorde.

Em um ano, o número de companhias desse porte que não conseguiram pagar em dia as suas dívidas aumentou 14%. No período, 600 mil, em todo o País, engrossaram a lista de inadimplentes, aponta um estudo da Serasa Experian, consultoria especializada em informações econômicas e financeiras.

"Essas micros e pequenas representavam 93% do total de companhias inadimplentes no Brasil em agosto deste ano", afirma o economista Luiz Rabi, responsável pelo estudo. Em agosto, existiam 5,1 milhões de empresas, de todos os portes, que estavam na lista de devedores e com o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) negativado. Isto é, elas estavam impedidas de fazer transações bancárias.

O estudo considera como pequena e microempresa companhias com faturamento anual de até R$ 4 milhões. O critério de inadimplência varia e depende do parâmetro usado pelo credor que enviou o CNPJ para a lista da Serasa. A maior parte das dívidas em atraso (75%) é não bancária. Isto é, são pendências com fornecedores e factorings, com quem os empresários costumam descontar as duplicatas.
Primeiro estudo

O economista observa que foi a primeira vez que foi feito um estudo para avaliar a inadimplência das empresas segmentado por tamanho: "Observamos que a inadimplência do consumidor vem caindo por conta da queda dos juros e da inflação. E a inadimplência das pessoas jurídicas não para de crescer." Os resultados mostraram que a inadimplência das pessoas jurídicas foi puxada pelo avanço do calote das micro e pequenas empresas.

Em março deste ano, havia 5 milhões de empresas de todos os portes inadimplentes, segundo a Serasa. Destas, 4,1 milhões ou 82% eram pequenas e microempresas. Desde junho, o total de empresas com dívidas em atraso ficou estabilizado em 5,1 milhões e o número de pequenas e microempresas inadimplentes avançou.

O economista explica que as médias e grandes empresas conseguiram sair da lista de inadimplentes favorecidas pelo aumento das exportações. Já a pequenas e microempresas, que dependem basicamente das vendas no mercado interno e não exportam, viram a situação piorar porque a recuperação do consumo doméstico é gradual. Das 4,8 milhões de pequenas e microempresas inadimplentes, 45,4% são prestadoras de serviços, quase a mesma fatia (45,3%) atua no comércio e 8,8% são empresas industriais.

O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, diz que apesar de as expectativas dos pequenos e microempresários em relação ao futuro terem melhorado, os dados concretos revelados por um pesquisa feita pelo Simpi em setembro indicam que a situação é preocupante porque o mercado interno continua em crise e as pequenas e microempresas têm como alvo esse setor. Metade das micro e pequenas indústrias não tem capital de giro para passar o mês: "O crédito a custos reduzidos não chegou na ponta para o pequeno e microempresário."

epocanegocios.globo.com/Empreendedorismo/noticia/2017/10/micros-e-pequenas-empresas-tem-inadimplencia-recorde.html

sexta-feira, 27 de outubro de 2017


Como sair da inadimplência. 

Atenção para não cair num ciclo vicioso em que se recorre a outros financiamentos para cobrir débitos anteriores.


Economia & Negócios

Com o elevado índice de desemprego, o endividamento tende a se intensificar. A renegociação dos débitos é a melhor saída. Mas os endividados têm dificuldade muitas vezes até em saber o valor atualizado da dívida. É importante pedir um extrato detalhado dos cálculos do saldo devedor.
Se tiver dúvidas, peça esclarecimentos ou entre em contato com algum órgão de defesa do consumidor para confirmar se os cálculos estão corretos.

Na negociação dos débitos fique atento para se comprometer com parcelas que vai poder pagar em dia, pois se atrasar o pagamento de qualquer uma delas o acordo cairá por terra.
As vezes, a saída é alongar o pagamento da dívida por mais tempo que o pretendido com parcela que caiba no seu bolso. Mas atenção para não cair num ciclo vicioso em que se recorre a outros financiamentos para cobrir débitos anteriores.

Questionar a dívida na Justiça, alegando cobrança abusiva, pode ser uma opção. Se houver erro no cálculo do saldo devedor, é possível pedir a revisão na Justiça. A cobrança de juros excessivamente altos é considerada vantagem excessiva pelo artigo 39 (inciso V) do Código de Defesa do Consumidor. O CDC (artigo 52) também estabelece que a multa por atraso não seja superior a 2%, e que só possa ser cobrada se não for efetuado o pagamento mínimo. 



A saída é negociar a troca de dívidas elevadas, caso dos cartões de crédito e limites do cheque especial, por financiamentos pessoais, que têm taxas mais baixas. Ou pelo empréstimo consignado, se tiver acesso a essa modalidade.
 
http://economia.estadao.com.br/blogs/claudio-considera/como-sair-da-inadimplencia/

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Crédito para empresas atinge o menor nível dos últimos oito anos no País.
 

De dezembro de 2015 até agora, o crédito empresarial caiu de 28,45% para 22,21% do PIB; segundo diretor da Fiesp, quase metade das companhias não está conseguindo gerar caixa nem mesmo para pagar as despesas financeiras.

Renée Pereira e Anna Carolina Papp, O Estado de S.Paulo
16 Outubro 2017 | 05h00

Os sinais de retomada da economia ainda não foram suficientes para reverter o quadro de escassez de crédito para as empresas brasileiras. A carteira corporativa de crédito caiu em agosto pela 20.ª vez consecutiva, levando sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) ao menor nível desde 2009. De dezembro de 2015 até agora, o crédito empresarial caiu de 28,45% para 22,21% do PIB, segundo os números do Banco Central.

Dois fatores explicam esse cenário. De um lado, estão empresas com elevada capacidade ociosa que pararam de buscar crédito no mercado porque não têm investimentos para fazer. Do outro, estão companhias inadimplentes, que precisam se financiar – ou rolar dívidas – e não obtêm aprovação dos bancos. Nos dois casos, no entanto, as empresas não conseguem sequer crédito para capital de giro. 


 

Estoque de crédito para a pessoa jurídica continua em queda enquanto os empréstimos para as pessoas físicas melhoram

Os níveis mais baixos de crédito para pessoa jurídica influenciam de forma direta o ritmo de retomada da economia. “Essa escassez afeta a expansão das empresas. Sem crédito para (capital) giro, ela não antecipa compras de insumos ou contratação de novos trabalhadores; sem crédito para investimento, ela não constrói novas fábricas e não compra novas máquinas. E o País segue andando de lado”, afirma o pesquisador do Ibre/FGV e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público, José Roberto Afonso.

Executivos de grandes bancos de varejo no País dizem que, apesar de haver uma seletividade maior na concessão de crédito, os bancos estão mais dispostos a emprestar, mas a demanda por parte das empresas ainda não é relevante.

“Eu diria que já estamos vendo alguns sinais de retomada e que a crise ficou sim para trás. É normal que a retomada na jurídica demore mais mesmo, pois muitas empresas ainda estão com capacidade ociosa”, diz o diretor vice-presidente do Bradesco, Domingos Figueiredo Abreu.

O diretor executivo do banco de atacado do Itaú Unibanco, André Rodrigues, espera uma retomada gradual da demanda de crédito ao longo deste semestre, que poderá se consolidar ao longo do próximo ano. "Apesar da demanda efetiva de crédito ainda estar num patamar baixo, há sinais cada vez claros de que podemos estar começando um ciclo de expansão do crédito."

Pessoa física. Na direção oposta, o financiamento das famílias engatou uma retomada consistente nos últimos meses. Desde de outubro do ano passado, o saldo de concessão de crédito para as pessoas físicas não para de crescer. Ele representa hoje 24,88% do PIB; há 10 anos, em 2007, representava 14,01% do PIB, segundo dados de José Roberto Afonso.

Até dezembro de 2016, a participação das empresas na carteira total de crédito do País era sempre superior à fatia do crédito pessoal. De lá para cá, porém, as posições não apenas se inverteram, como a diferença entre as duas modalidades vêm crescendo. Em agosto, 52,84% da carteira total de crédito referiam-se a empréstimos e financiamentos para pessoa física e 47,16%, para empresas, segundo dados do BC. No mesmo período do ano passado, esses porcentuais eram de 50,58% e 49,41%, respectivamente. Considerando um prazo mais longo, em dezembro de 2015, o crédito corporativo era responsável por 53,03% dos empréstimos.

A participação do BNDES na concessão de créditos reflete bem essa mudança. Pelos dados do Banco Central, apesar de ter crescido acima da média, os empréstimos do banco somaram em agosto R$ 3,6 bilhões para pessoa jurídica enquanto só os aposentados do INSS conseguiram R$ 5,5 bilhões de crédito consignado.

A retomada da concessão de crédito a famílias em detrimento de empresas está relacionada, segundo especialistas, ao nível de inadimplência. Em maio deste ano, tanto pessoas físicas como jurídicas atingiram recorde de negativados – 61 milhões e 5,1 milhões, respectivamente, segundo a Serasa Experian. A diferença é que, no caso das famílias, vem diminuindo, enquanto no das empresas permanece o mesmo.

Na comparação de agosto deste ano com o mesmo período em 2016, a inadimplência da pessoa jurídica no crédito livre, por exemplo, ficou inalterada em 5,5%. Já na mesma modalidade para pessoa física, houve redução de 6,2% para 5,7%. “Os bancos só vão acelerar o crédito para as empresas quando essa inadimplência começar a cair”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian. “Hoje, 47% das empresas não estão conseguindo gerar caixa nem para pagar despesa financeira. E não há crédito para refinanciar dívidas”, afirma o diretor de competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho.

COLABOROU MONICA SCARAMUZZO

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,credito-para-empresas-atinge-o-menor-nivel-dos-ultimos-oito-anos-no-pais,70002046381